Dida Sampaio / Estadão
Dida Sampaio / Estadão

Romário confirma intenção de criar CPI para investigar gastos públicos no COB

Comitê Olímpico do Brasil e seu presidente Carlos Arthur Nuzman são os próximos alvos do senador

Marcelo Osakabe, Estadão Conteúdo

19 de setembro de 2017 | 20h26

Depois de mirar para os dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) - especialmente os ex-presidentes Ricardo Teixeira e José Maria Marin e o atual Marco Polo Del Nero -, o ex-jogador e hoje senador Romário (Podemos/RJ) está agora tendo como seu próximo alvo o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e seu presidente Carlos Arthur Nuzman.

Nesta terça-feira, em informações passadas para a agência The Associated Press, o gabinete de Romário, em Brasília, confirmou que a intenção do senador é abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar se o dinheiro público usado pelo COB nos últimos anos foi usado para roubo e corrupção.

Carlos Arthur Nuzman foi um dos alvos da Operação Unfair Play, desdobramento da Lava Jato deflagrada no último dia 5. A Polícia Federal (PF) promoveu ações de busca e apreensão em sua residência e escritórios, além de convocá-lo a depor. O dirigente também teve os seus bens bloqueados.

A suspeita dos investigadores - procuradores do Ministério Público Federal do Rio (MPF-RJ) e do Ministério Público Financeiro de Paris - é que Carlos Arthur Nuzman tenha participação em suposto esquema de compra de votos para o Rio ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Dentre os indícios estão viagens que teriam sido realizadas por Carlos Arthur Nuzman com o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho, conhecido como "Rei Arthur", considerado foragido.

Durante as ações de busca e apreensão, a PF encontrou R$ 480 mil em notas de dólares e euros na residência de Carlos Arthur Nuzman. Os advogados sustentam que os valores são lícitos e utilizados nas viagens do dirigente, que preside o COB e o Comitê Rio-2016, além de ser membro do COI e da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês).

Na ação, autorizada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, a PF também apreendeu três passaportes: um nacional, um diplomático e um russo. Investigadores suspeitam que o passaporte russo tivesse sido uma espécie de "presente" dos russos para Carlos Arthur Nuzman votar em Sochi como sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2015.

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