Ronaldinho ajudou a equipe. Quando foi substituído

Apático durante o jogo, com passes errados ou burocráticos, meia deu lugar a Ganso e aí a seleção cresceu

ST. GALLEN, O Estado de S.Paulo

29 de fevereiro de 2012 | 03h06

O personagem da vitória do Brasil de 2 a 1 sobre a Bósnia-Herzegóvina ontem, em St. Gallen, na Suíça, não marcou gol, não deu assistências precisas, não foi primoroso nos passes, nem mostrou dedicação. Mas ainda assim foi decisivo para a vitória do Brasil. Ao sair de campo, dando lugar a Ganso, Ronaldinho Gaúcho permitiu involuntariamente que o time progredisse, equilibrasse o jogo, acelerasse as jogadas e fosse mais objetivo na busca pelo gol da vitória.

Ronaldinho foi um dos destaques da viagem da seleção à Suíça, não por seu brilho, mas por suas palavras - ou pela falta delas. Na véspera do jogo, pediu para ser escalado entre os três jogadores com mais de 23 anos que vão aos Jogos Olímpicos de Londres. Horas depois, ganhou resposta positiva de Mano Menezes, que não só o confirmou no time olímpico como ainda antecipou sua provável participação na Copa do Mundo de 2014.

Em campo, porém, Ronaldinho foi bem menos habilidoso do que com as palavras. Foi burocrático com a bola, carimbando-a com passes laterais, quando não errou em tentativas mais ousadas de lançamentos em profundidade. Segundo o próprio Mano, "Ronaldinho esteve abaixo de Ronaldinho". Questionado se o ex-melhor do mundo poderia jogar ao lado de seu substituto na noite de ontem, Ganso, o técnico se mostrou indeciso. "Ainda não tenho essa resposta, porque não temos parâmetros confiáveis", disse Mano.

Ronaldinho Gaúcho também não respondeu a pergunta. Passou batido na zona mista sem falar à imprensa e dando pouca atenção aos fãs que o aguardavam. Como quando esteve dentro de campo. / A.N.

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