Victor R Caivano/AP
Victor R Caivano/AP

Ronaldinho e Neymar, estrelas solitárias em Argentina x Brasil

Sem craques que atuam no exterior e com Verón e Riquelme machucados, dupla vai reinar absoluta

Daniel Batista - Enviado Especial, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2011 | 00h00

CÓRDOBA - Como Brasil e Argentina só contam com jogadores que atuam em seus países, poucas são as estrelas que poderão ser vistas nesta quarta-feira. E as baixas aumentaram na segunda-feira com o anúncio dos cortes de Riquelme e Verón. Assim, o duelo terá apenas duas grandes estrelas, que brilham de verde e amarelo: Ronaldinho e Neymar.

Desde que chegaram em Córdoba, ambos tiveram a oportunidade de sentir um pouco o gosto do estrelato na casa do rival.

Os argentinos, por mais que sejam apaixonados por Messi, não deixam de lado o respeito com a dupla brasileira. Mesmo porque Messi não estará em campo. Assim, a falta de opção de grandes ídolos locais faz com que os brasileiros sejam mais endeusados.

Os poucos torcedores que conseguiram entrar no treinamento da seleção na segunda e na terça-feira só sabiam chamar Ronaldinho e Neymar.

Um deles até tentou provocar o craque do Flamengo, chamando-o de gordo, mas logo foi contido pelos demais torcedores que, desesperados, pediam um autógrafo ou para tirar uma foto com a dupla. Neymar mostrou mais simpatia com os torcedores argentinos e esbanjou sorriso.

CRAQUES

A dupla estará no centro das atenções por motivos bem diferentes. Ronaldinho está voltando a ser olhado como craque, como jogador que já foi eleito o melhor do mundo duas vezes e que chama mais a atenção pelo que faz dentro do que fora de campo. O atacante precisa mostrar que ainda tem muita lenha para queimar na seleção brasileira.

Será dele a responsabilidade comandar o time. Já foram 94 partidas pela seleção, sendo 61 vitórias, 22 empates e 11 derrotas, números que mostram a sua importância ao time brasileiro.

Neymar não tem um currículo tão vasto quanto o de Ronaldinho, mas sempre que vai disputar jogos especiais, como esse, a expectativa em cima do que pode fazer é muito grande.

O menino do Santos, que fez apenas 11 jogos pela seleção, com cinco vitórias, quatro empates e duas derrotas, já se tornou titular absoluto na equipe, que hoje terá o seu jovem talento aliado à genialidade de quem já chegou ao top e tem saudades dele.

A CBF divulgou ontem os horários dos amistosos de dia 7 de outubro contra Costa Rica, em San José (23 horas, de Brasília), México, dia 11 de outubro, em Torreón (22h30, de Brasília) e Gabão, dia 10 de novembro, em Libreville (15 horas, de Brasília).

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