Ronaldinho esnoba o Barça e fica

Ronaldinho Gaúcho resolveu jogar pesado com o Barcelona e não deu bola para a determinação de se apresentar na Espanha na segunda-feira para iniciar os trabalhos de pré-temporada. O craque pretende ir à Olimpíada, mesmo que o clube não dê o aval, embora seu irmão e empresário, Roberto Assis, esteja negociando com os dirigentes um final pacífico para o imbróglio.O meia-atacante está em Porto Alegre e não vai viajar para a Espanha. Ao contrário. Programou até uma entrevista coletiva para terça-feira, na capital gaúcha. Ronaldinho sabe que o futuro no Barça está comprometido e que o desejo dos dirigentes é negociar seus direitos. Não vê, por isso, motivos para treinar com o elenco catalão e deixar de lado a Olimpíada, uma boa chance de retornar à vitrine e recuperar prestígio. "É um sonho ganhar o inédito ouro para o Brasil", declarou, no início da semana - em Sydney-2000, teve a chance, mas a equipe fracassou.O jogador vem se preparando fisicamente desde quarta-feira para recuperar a forma a tempo de chegar bem à China - a estréia do Brasil será no dia 7, contra a Bélgica. As atividades diárias (pela manhã e à tarde) têm o acompanhamento do preparador físico Paulo Paixão, da seleção. "Mesmo tendo ficado logo tempo inativo, até o dia da apresentação, previsto para 22 de julho, ele poderá estar em um bom estágio, o que deverá ser comprovado com o início dos treinamentos", declarou Paixão ao do site da CBF. Ronaldinho admitiu na terça-feira, ao Estado, estar fora de seu peso ideal. "Estou acima, mas a diferença de meu peso de hoje para o ideal é muito pequena", comentou. "Preciso melhorar a forma, porque estou há três meses sem jogar."Seu principal objetivo, além de lutar pelo título olímpico, é deixar o Barcelona, embora não fale abertamente. Sabe que, após duas temporadas ruins, a pressão da torcida, as críticas da imprensa e a crise política no clube, chegou a hora de mudar. O Milan e o Chelsea já manifestaram interesse em sua contratação, mas não chegaram a fazer proposta oficial. Os catalães também querem fazer negócio.

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