Ronaldinho, um problema não resolvido

O meia do Milan volta a jogar muito mal e cria um dilema para Dunga

Eduardo Maluf, QUITO, O Estadao de S.Paulo

30 de março de 2009 | 00h00

Ronaldinho Gaúcho ficaria no banco, caso Kaká tivesse se recuperado de lesão no pé esquerdo, ontem, contra o Equador. Como o ex-são-paulino apresentava má forma física, Ronaldinho ganhou mais uma chance de se redimir das últimas atuações. Mas fracassou de novo.O meia-atacante do Milan jogou muito mal, pouco criou e acabou substituído aos 25 minutos do segundo tempo por Júlio Baptista. Sua péssima fase cria um problema para Dunga às vésperas do jogo contra o Peru, na quarta-feira, em Porto Alegre, também pelas Eliminatórias. Como tirá-lo do time na cidade em que mais é adorado?Dunga não pretende pôr no banco Felipe Melo ou Elano, que, em sua visão, estão se esforçando mais e exercendo bem o papel que lhes cabe. Gilberto Silva, o primeiro volante e seu jogador de confiança, é titular absoluto. Por isso, quem sairia para a entrada de Kaká seria mesmo Ronaldinho. Se fizer isso, no entanto, Dunga pode perder o apoio da torcida no início da partida, principalmente se o primeiro gol não sair ou demorar demais. Mas uma coisa é certa para o treinador: Ronaldinho já teve oportunidades demais, desde a Olimpíada de Pequim, e não as aproveitou. Ontem, curiosamente, pouco depois de sua saída, o Brasil fez o gol, e justamente com seu substituto, Júlio Baptista. A coincidência, além da má atuação, deixou o jogador abalado. Ao fim da partida, Ronaldinho passou rapidamente pela zona mista. Não deu declarações aos jornalistas brasileiros. Entrou no ônibus da seleção calado e cabisbaixo.Antes de deixar o Equador, Dunga contemporizou. Deu apoio ao jogador. Afinal, recebeu de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, a missão de recuperar Ronaldinho para o futebol. "(A recuperação) não é de um dia para o outro. Jogar na altitude é difícil e ele vem de algum tempo sem atuar. Dentro de tudo isso, ele foi relativamente bem", afirmou o técnico. "Ele precisa jogar, porque é o que lhe dá alegria. No Milan, ele tem sido pouco aproveitado, entra só no fim das partidas. A falta de ritmo atrapalha."PELO MUNDOMarca Espanha"Um gol equatoriano aos 89 evita que a ?Seleção? cometesse uma injustiça em Quito"La Gazzetta dello SportItália"Muro Julio Cesar não basta, Brasil parado pelo Equador"Hoy Equador"Brasil, com melhor sorte que futebol, empata com o Equador"El Gráfico Argentina"Equador dominou o Brasil, mas só conseguiu um agônico empate"

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