Ronaldo admite má fase e pede apoio

Atacante chega a São Paulo cercado de seguranças e convoca Fiel para ajudar Corinthians a dar a volta por cima contra Flamengo no Pacaembu

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2010 | 00h00

Um pouco assustado, semblante fechado e protegido por cinco seguranças contratados por ele e por Roberto Carlos. Ronaldo desembarcou em São Paulo, ontem, prevenido contra eventuais protestos dos corintianos (que não houve) e ciente de que deve futebol na temporada. Após fraca apresentação na derrota por 1 a 0 para o Flamengo, pelas oitavas de final da Libertadores, no Maracanã, anteontem, o Fenômeno admitiu o que todos estão vendo: não está conseguindo encontrar a boa forma física.

"Não tem mistério, preciso seguir trabalhando, treinando forte, mas não há poção mágica", afirmou o jogador, ciente de que precisa de muito mais do que uma semana de trabalhos para voltar a ser decisivo como no ano passado. O problema é que já teve esse tempo à disposição e não aproveitou. "Mas, no Rio, jogamos em condições complicadas. Temos esperança de virar esse placar no Pacaembu."

Ronaldo anda desconfiado dos corintianos. Dias atrás, chegou a mostrar o dedo médio para um torcedor após a derrota para o Paulista, por 1 a 0, em Barueri, pelo Estadual. Disse ter se tradao de fato isolado. Sabe, contudo, que só evitando um vexame na Libertadores ? o Corinthians precisa de vitória por dois gols de diferença contra o Flamengo ? vai manter a harmonia com as arquibancadas. Para alcançar o objetivo, pede apoio da Fiel. "A torcida sempre nos apoiou. Agora, precisamos muito deles."

O Fenômeno estava apressado na chegada à capital. Falou rapidamente, em tom baixo e sempre olhando para os lados. No caminho entre o saguão do aeroporto e seu carro, foi provocado por alguns curiosos que presenciavam o desembarque do time. Ouviu que "está muito gordo", que "não consegue mais andar, nem dominar uma bola", e que "merece ir para a reserva". Ignorou as provocações e negou-se a dar um autógrafo.

Em 17 meses de Corinthians, o camisa 9 nunca viveu momento tão delicado. São apenas cinco gols em 15 jogos e, pior, poucas ? às vezes nenhuma ? finalizações nos últimos jogos.

Na quarta-feira, no Pacaembu, Ronaldo já está escalado por Mano Menezes. Respaldado pelo treinador e pela comissão técnica, o jogador buscará nova redenção na carreira. É classificar o time e reencontrar a paz.

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