Ronaldo e Cafu defendem Mano

Companheiros na conquista de 2002, os dois ex-jogadores pedem pela permanência do treinador n a seleção

PAULO FAVERO, VITOR MARQUES , O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2012 | 03h04

Ronaldo e Cafu, campeões do mundo na Copa de 2002, admitiram ontem que Mano Menezes está pressionado e defenderam a permanência do treinador no comando da seleção brasileira. O técnico, em entrevista ao site da Fifa, disse que a pressão da torcida é normal.

Depois de ir até Zurique visitar a sede da Fifa, onde foi buscar a taça da Copa do Mundo, na quinta-feira, Cafu voltou ao Brasil ontem e participou de um evento, em sua fundação, no Jardim Irene, na zona sul de São Paulo. No local, ele exibiu o troféu para cerca de 750 crianças que são assistidas pela entidade e acabou falando sobre a atual situação de Mano.

"O Mano já sofria pressão com todos os técnicos empregados, com o Felipão desempregado ela será maior ainda, mas seleção é assim mesmo, as vaias fazem parte e se a seleção joga bem isso não acontece", enfatizou o capitão do penta, que diz estar torcendo pelo sucesso do comandante. "A seleção é boa e ainda está em formação, mas é preciso definir logo os 11 titulares."

Ronaldo concorda com Cafu. "Acho que qualquer mudança (na seleção) neste momento seria equivocada, porque não há tempo para se adaptar, acredito que uma mudança seria difícil", disse o Fenômeno, que participou de um torneio beneficente de golfe em Indaiatuba (SP). "Sei que é uma reação da torcida, e ela é bem exigente. Jogar no Brasil não é fácil. Com essa pressão toda. Confio no trabalho do Mano, eu o conheço bem, trabalhei com ele. Virá muita coisa boa", aposta.

O Fenômeno disse que a seleção está no caminho certo, mesmo sem jogar um futebol que encanta. Ele também defendeu a geração de Neymar e afirmou que o time vai amadurecer aos poucos. "São jogadores jovens e que têm de conquistar títulos. Minha geração acabou, fizemos o que tinha quer ser feito. Agora são eles que têm de correr atrás."

Reação do treinador. Vaiado no jogo diante da Argentina, quarta-feira, em Goiânia, Mano disse que a manifestação da torcida é normal e discorda da teoria de que a seleção estará tão pressionada quanto em qualquer outra Copa.

"O Brasil sempre esteve muito pressionado para ganhar as Copas, desde que começou a vencê-las. Uma vez que você é campeão do mundo, o torcedor do seu país não admite menos do que você voltar a ganhar. E, no Brasil, o segundo lugar nunca foi absolutamente nada. Então, não vai mudar muito, desde que nós estejamos preparados", declarou ao site da Fifa.

Mano descartou que o fator casa faça com que a pressão seja maior sobre a seleção. "Você só deve temer algo para que não se preparou. Então, independente do que se fale em volta, a seleção já perdeu e ganhou fora do País e perdeu a única Copa que disputou dentro de casa. E não perdeu porque a pressão era maior, mas porque tinha um amplo favoritismo, fez grande campanha e perdeu para uma grande seleção, a do Uruguai."

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