Ronaldo garante vaga no Mundial

Ao lado de políticos, no Museu do Futebol, astro foi nomeado integrante do Comitê Paulista para a Copa

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2011 | 00h00

Desde o anúncio da aposentadoria, na segunda-feira, Ronaldo optou pela reclusão, ficando em casa com a família. Nada de aparições em público. Futebol, só pela tevê e muito descanso na agenda. Ontem, ele deu uma pausa da vida de ex-jogador para receber homenagem e se tornar mais um integrante do Comitê Paulista para a Copa do Mundo de 2014. No lançamento do programa Cidade Base, no Museu do Futebol, que apresentou 37 cidades do estado candidatas a sedes das seleções do próximo mundial, garantindo boa estrutura hoteleira e de treinamentos, o Fenômeno ganhou a medalha do Mérito Esportivo do Governo do Estado de São Paulo.

O evento contou com a presença do governador Geraldo Alckmin, do prefeito Gilberto Kassab, do presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo del Nero, do presidente da CBF, Ricardo Teixeira e de Fúlvio Danilas, gerente da Fifa que fiscaliza as obras para o Mundial no País.

Com as cores do ex-clube, camisa branca, calça e tênis escuros, o jogador parecia já ter superado a emoção da despedida e, bastante sorridente, mais uma vez viu seu grande serviço ao esporte reconhecido. Ao receber a medalha de Alckmin, ele voltou a ser aplaudido calorosamente.

Agradeceu a todos e discursou, brevemente. Novamente, fazendo questão de agradecer a todos os presentes ali.

"Essa medalha representa muito para mim, tudo que fiz foi com muito amor e gosto pelo futebol", discursou. Sobre se tornar um membro titular do Comitê Paulista para a Copa do Mundo, disse ser uma honra poder ajudar. Com sua experiência, ele espera ajudar São Paulo a fazer "a melhor sede de todos os tempos." "Quero contribuir agora fora dos campos", disse.

A imagem consagrada do jogador fora do País será bastante utilizada pelo comitê estadual para a captação de recursos e parceiros. São Paulo, além de querer ser sede da abertura da Copa, no programado estádio do Corinthians, em Itaquera, ainda planeja receber o Centro de Imprensa (no Complexo do Anhembi) e o Congresso da Fifa (no futuro Centro de Convenções de Pirituba).

Descontração. Ronaldo passou quase o tempo todo falando ao pé do ouvido de Ricardo Teixeira, numa prova de que as desavenças após a Copa de 2006 estão completamente superadas. Ronaldo não poupou elogios ao "melhor presidente que já teve" e tratou de seu jogo de despedida com a camisa da seleção.

O Fenômeno não esconde sua vontade de reunir os melhores amigos para partida no meio do ano e, pelo semblante de felicidade, parece ter gostado do que ouviu. Domingo o Corinthians recebe o Santos, no Pacaembu, e não está descartada a presença do jogador nas tribunas do estádio. Ronaldo adiantou em seu comovente discurso de despedida que estará sempre ao lado dos ex-companheiros. Receber seu apoio no clássico ajudaria muito ao time, ainda abatido com a saída. "Infelizmente tudo tem começo, meio e fim. Peço a Deus que ele siga ajudando, e quem sabe não volte a jogar", falou, saudosista Andrés Sanchez.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.