Ronaldo joga o clássico. Ordem é não reerguer o rival

Amanhã, Mano Menezes só não terá os titulares Dentinho e Alessandro, lesionados

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

20 de junho de 2009 | 00h00

O São Paulo se gabou, nos últimos anos, de instalar a crise no Parque São Jorge. E de derrubar treinadores do Alvinegro. Júnior, Juninho Fonseca, Tite, Daniel Passarella e Antônio Lopes perderam o emprego após derrotas no clássico. No Corinthians, uma coisa é certa: nada de deixar o oponente se reerguer após a queda na Taça Libertadores e a consequente demissão do técnico Muricy Ramalho no clássico de amanhã, às 18h30, no Pacaembu."Quando se ganha (título ou classificação) é ruim ter um clássico pela frente na sequência, mas quando se perde é bom, uma oportunidade para começar a reação", disse o técnico Mano Menezes. "Nós não podemos deixar o São Paulo reagir. Temos nossos objetivos e precisamos aproveitar o momento."Ciente de que o São Paulo fará de tudo para bater o Corinthians para evitar se afundar na crise após eliminação contra o Cruzeiro, o técnico adiantou que vai escalar o que tem de melhor. "Não defini o time, mas apenas o Alessandro (com dores no joelho direito) e o Dentinho (com pancada no tornozelo direito) não serão relacionados."Ronaldo joga. O treinador está empolgado com a boa partida e a recuperação do Fenômeno após os 2 a 0 no Internacional, pela decisão da Copa do Brasil. "O bom é que ele terminou o jogo muito inteiro, claro, cansado como nós, cada um por seus motivos, mas sem nenhuma situação especial", avaliou. "E o cansaço ele recupera num trabalho leve. Vai estar bem recuperado como a maioria."Além dos dois titulares, apenas Boquita - poderia entrar na vaga de Dentinho - está fora. O volante terá de cumprir suspensão. "Os grandes grupos nessas horas têm muita força, não podemos relaxar", advertiu Mano, não admitindo postura da equipe como a diante do Goiás. "Naquele jogo estivemos muito mais perto da derrota."Mano evitou falar do São Paulo. Mas fez elogios a Muricy. Disse que, se fosse dirigente, jamais o demitiria. "Não gosto muito de falar do outro lado, mas do Muricy posso dizer que continua sendo o grande treinador que era no final do ano passado, quando foi tri brasileiro, algo que poucos ou ninguém em sequência conseguiu. Então, não preciso falar mais nada."Uma coisa é certa. Além de querer seu time vibrante, vai avaliar algumas possibilidades de escalação para a volta com o Inter. Três zagueiros, talvez.

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