Ayrton Vignola/AE
Ayrton Vignola/AE

Ronaldo mata a saudade do trem e garante festa

A presença de Ronaldo deixou em segundo plano as autoridades nas atividades que marcaram o início da contagem regressiva para a Copa. Mas, se por um lado, ele roubou a cena, por outro garantiu o sucesso do evento.

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2011 | 00h00

Ao viajar da estação da Luz até Itaquera no "Expresso da Copa"", Ronaldo "matou a saudade"" de algo que não fazia desde os tempos de adolescente em Bento Ribeiro, no Rio: andou de trem. Inicialmente, estava desgarrado das autoridades no vagão, mas logo foi "intimado"" a ficar perto do governador Geraldo Alckmin e do prefeito Gilberto Kassab.

Na chegada a Itaquera, separou-se do grupo e, ao sair da estação e ver que estava sozinho, comentou com um assessor. "Ficar parado aqui facilita a marcação"". Decidiu caminhar, mas não escapou da "marcação"". Logo estava cercado por fãs ávidos por uma foto ou um autógrafo. Atendeu alguns. A uma senhora, que, com um bebê no colo, insistiu até apertar a sua mão, reclamou: "Aí, não aperta tão forte assim!""

No Itaquerão, foi, de longe, o mais aplaudido. "É eu sei que é, Ronaldo é melhor do que o Pelé"", cantaram para ele alunos de uma escola municipal convidadas para a cerimônia. Ao dirigir-se para discursar, foi atingido por uma camisa, atirada por um dos garotos para que autografasse. A camisa parou em sua cabeça. "Senta aí, rapaz. Senão, não vou dar autógrafo não"", ralhou o Fenômeno.

Antes de ir embora, pagou o mico proposto por Kassab de bater um pênalti com Leão no gol - uma trave foi montada no palco. Cercado de gente, chutou a b0la na mão do ex-goleiro.

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