Rosane é a esperança do ciclismo

Descoberta há três anos, quando fazia de bicicleta o percurso entre o sítio que morava e a loja de produtos veterinários em que trabalhava, em Guaíra, no Oeste do Paraná, Rosane Kirch, de 26 anos, é uma das esperanças de medalha no ciclismo durante os 7º Jogos Sul-Americanos em Curitiba. Ela disputará nesta segunda-feira as provas contra relógio e meio fundo, por pontos. "Ela tem um ótimo condicionamento físico e terá uma oportunidade de mostrar resultados", afirma o técnico Iverson Ludewig. O hoje marido da atleta, Lázaro Teixeira, foi quem a viu pedalando e sentiu que ela tinha futuro no esporte. "Vi que faltavam só alguns ajustes", diz. Em 1999, ele procurava uma mulher para compor a equipe nos Jogos Abertos de Guaíra. Voltando do treino, Teixeira viu a moça passar rapidamente por ele - ela pedalava 20 quilômetros todos os dias no percurso do sítio ao trabalho -, tentou segui-la, mas perdeu-a de vista. "Fiquei uma semana atrás dela, até descobrir o endereço do trabalho. O convite foi aceito. A disputa seria num sábado e não atrapalharia meu trabalho", diz Rosane. O treinamento ela fez no trajeto. "Deixava para sair mais atrasada, para forçar o ritmo." No dia da prova, ela encarou outras 25 atletas e levou o ouro. Rosane continuou treinando nas horas de folga, até que no ano seguinte casou-se com quem a descobrira para o esporte e mudou-se para Foz do Iguaçu, onde tinha mais condições de treinamento e passou a dedicar-se exclusivamente ao esporte. Apesar das várias medalhas conseguidas em campeonatos brasileiros, esta será a primeira vez que enfrentará atletas estrangeiras em uma pista. "Me sinto importante", diz a atleta. "Sei que falta muita coisa ainda, como a experiência, mas acho que chegamos lá." Para ela, que tinha problemas de respiração, o esporte já trouxe vantagem. A alimentação e a saúde melhoraram muito", afirma. O objetivo a partir de agora passa a ser uma vaga na olimpíada. "Estou me esforçando."

Agencia Estado,

04 Agosto 2002 | 16h32

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