Rosângela Santos faz índice olímpico nos 200m; Vanessa vai ao Mundial no heptatlo

Rosângela Santos voltou a mostrar, neste domingo, que está na melhor fase da carreira. Depois de igualar ou bater o seu recorde pessoal dos 100 metros quatro vezes na temporada, agora foi a vez de ela baixar a sua melhor marca também nos 200 metros, alcançando pela primeira vez o índice olímpico e mundial para a prova.

DEMÉTRIO VECCHIOLI, Estadão Conteúdo

07 de junho de 2015 | 17h21

A velocista criada no Rio e que atualmente treina em Miami (Estados Unidos) foi quarta colocada na etapa de Birmingham (Inglaterra) da Diamond League, neste domingo. Completou os 200 metros em 22s77, baixando em 0s15 a melhor marca da carreira, que vinha desde 2012.

O tempo feito por Rosângela neste domingo faz dela a quarta melhor do Brasil em todos os tempos nos 200 metros, atrás de Ana Cláudia Lemos (22s48, em 2011), Lucimar Moura (22s60, em 1999) e Franciela Krasucki (22s76, em 2013).

Mesmo longe das primeiras colocadas (as três primeiras em Birmingham correram para 22s29 ou 22s30 e a vitória só foi decidida no photofinishing), Rosângela passou com folga o índice olímpico, que é 23s20. Também se classificou nesta prova para o Mundial de Pequim (China), que vai acontecer em agosto.

Agora o Brasil já tem três classificadas para os 200 metros nos Jogos do Rio, uma vez que Ana Cláudia Lemos (23s08) e Vitória Rosa (23s11) fizeram o índice no Troféu Brasil, em maio. Se mais uma atleta baixar esta marca, o que Franciela Krasucki tem totais condições alcançar, serão convocadas a campeã do Troféu Brasil do ano que vem e as duas melhores do ranking nacional de 2016. Rosângela e Ana Cláudia já tem índice também para os 100 metros.

OUTROS RESULTADOS - Ainda em Birmingham, Fabiana Murer ganhou o ouro no salto com vara, com 4,72m, assumindo o terceiro lugar do ranking mundial. Geisa Coutinho ficou com a prata nos 400m, com tempo alto: 52s59. As duas atletas já têm índice olímpicos nas respectivas provas.

Thiago André, de apenas 19 anos, também qualificado para a Olimpíada, ficou em um desconfortável quarto lugar nos 1.500 metros, prova que não valeu para a Diamond League, ficando atrás de três quenianos. O garoto havia ficado em quarto em duas provas do Mundial Juvenil do ano passado: 800 e 1.500 metros, sempre superado por africanos.

Na Espanha, acabou neste domingo um meeting de provas combinadas, em Arona. No heptatlo, Vanessa Chefer, atleta do Pinheiros-SP, repetiu a vitória do Troféu Brasil, com 6.103 pontos, e obteve o índice para o Mundial. A marca mínima para a Olimpíada, entretanto, é 6.200. No decatlo, Felipe dos Santos foi terceiro, com 7.806, resultado parecido com o que obteve no Troféu Brasil. O índice olímpico da prova é 8.100.

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