Rossi derruba Márquez a duas voltas do fim e vence etapa da Argentina da MotoGP

O italiano Valentino Rossi, da Yamaha, conquistou neste domingo uma vitória espetacular na etapa da Argentina da MotoGP. O veterano passou 23 das 25 voltas atrás do espanhol Marc Márquez, da Honda, que havia largado na pole. A duas voltas do fim, ele tentou a ultrapassagem em uma primeira vez e levou o troco. Na outra, fechou a porta do atual campeão, que caiu ao tocar no rival e abandonou a disputa.

Estadão Conteúdo

19 de abril de 2015 | 17h29

A segunda colocação ficou com italiano Andrea Dovizioso, da Ducati. O britânico Cal Crutchlow, da Honda, venceu o duelo com o italiano Andrea Iannone, da Ducati, nas últimas voltas e garantiu lugar no pódio, deixando o rival em quarto. O espanhol Jorge Lorenzo, da Yamaha, terminou em quinto.

O britânico Bradley Smith, da Yamaha foi o sexto, com o espanhol Aleix Espargaro, da Suzuki, em sétimo. O espanhol Pol Espargaro, da Yamaha, ficou em oitavo, com britânico Scott Redding, da Honda, na nona colocação. O espanhol Maverick Viñales, da Suzuki, fechou o Top 10.

Rossi foi perfeito na estratégia. Largou na oitava colocação e optou por usar pneus duros. Começou a ultrapassar o pelotão da frente e tirou uma vantagem de 4 segundos em relação a Márquez, que caminhava para mais uma vitória de ponta a ponta, assim como havia acontecido na última etapa.

Quando faltavam três voltas para o fim, Rossi colou no espanhol, começou a pressionar e conseguiu ultrapassá-lo na curva. Márquez foi tentar dar o troco na sequência, mas tocou a roda da frente na traseira do italiano. A direção de prova entendeu que o toque foi de uma disputa leal e não puniu o veterano.

Com o resultado, Rossi mantém a liderança do campeonato, com 66 pontos, seguido por outros dois italianos. Dovizioso aparece na segunda colocação, com 60, seguido por Ianonne, com 40. O espanhol Jorge Lorenzo é o quarto, com 37, e o atual campeão, Marc Márquez, caiu para a quinta colocação, com 36.

A próxima etapa da MotoGP será realizada no próximo dia 3 de maio, na Espanha, no circuito de Jerez de la Frontera.

Pela 24ª vez na MotoGP, Marc Márquez tinha a pole-position - a história mostra que o piloto da Honda venceu 15 vezes partindo da posição de honra do grid.

De volta à primeira fila após a pole da Holanda no ano passado, Aleix Espargaró colocou a GSX-RR na segunda colocação, o que marca o retorno da Suzuki ao top-3 do grid pela primeira vez desde que Loris Capirossi foi o mais rápido no treino classificatório de Mugello em 2009.

Andrea Iannone aparece para fechar a primeira linha do grid, à frente de Cal Crutchlow, que faz sua primeira visita ao circuito de Termas de Río Hondo, uma vez que perdeu a prova do ano passado por conta de uma lesão.

Melhor Yamaha no grid, Jorge Lorenzo aparece na quinta colocação. Longe do pódio desde o início do ano, o espanhol vive sua maior seca na MotoGP desde sua temporada de estreia em 2008.

Fora do top-3 do grid pela primeira vez no ano, Andrea Dovizioso fecha a segunda fila, à frente de Danilo Petrucci, que fez sua melhor classificação da carreira. Valentino Rossi ficou com o oitavo posto do grid, mesmo lugar em que início a corrida em suas duas últimas vitórias - Catar e Phillip Island.

Melhor estreante até este ponto da temporada, Maverick Viñales aparece em nono, com Bradley Smith fechando o top-10. 18º no treino classificatório, Pol Espargaró tem seu pior grid na MotoGP.

Neste fim de semana, a Bridgestone levou para Termas de Río Hondo os pneus dianteiros macios, médios e duros, e os traseiros médios, duros (assimétricos) e extraduro (simétrico).

No grid argentino, a dupla da Yamaha optou pelo pneu traseiro extraduro, mas Márquez que tinha a pole-position, colocou uma borracha dura, identificada pela cor vermelha, na traseira da RC213V. Crutchlow, que também conta com o protótipo da asa dourada, seguiu a opção de Marc, com o composto vermelho.

Quando as luzes se apagaram, Aleix colocou por dentro e tomou a liderança, com Márquez tentando o ataque na curva 2. Na reta oposta, a cavalaria da Honda não teve o menor problema para deixar Espargaró para trás, com Lorenzo também pulando para segundo.

Crutchlow vinha na quarta colocação, à frente de Dovizioso, Iannone, Petrucci, Rossi e Viñales. Valentino teve um toque leve com o #29 e não conseguiu melhorar sua posição inicial.

Enquanto Márquez se empenhava em escapar, Lorenzo seguia pressionado por Aleix, mas sem deixar o piloto da Suzuki passar. Pouco depois, Crutchlow passou Aleix, assim como Dovizioso. Iannone também passou o catalão para trás, deixando Espargaró para se defender de Rossi.

Na ponta, Márquez já tinha 1s6 de vantagem para Crutchlow, que passou Lorenzo no início da segunda volta. Pouco depois, foi Dovizioso quem se colocou à frente do #99 na curva 1.

No segundo giro, Rossi passou Aleix e subiu para sexto, 0s466 atrás de Lorenzo, o quinto. Aleix caiu para sétimo, à frente de Petrucci, Hernández, Smith e Redding.

Sozinho na ponta, Márquez ia virando melhor que a concorrência e abrindo mais e mais. Na abertura da terceira volta, a diferente entre o espanhol e Crutchlow era de mais de 2s e seguia aumentando.

Sem conseguir alcançar Márquez, Crutchlow era pressionado por Dovizioso, que era seguido de perto por Iannone. Mais atrás, Lorenzo estava sob ataque de Rossi, que vinha sem ninguém pressionando.

Quem vinha escalando o pelotão era Bradley Smith. Na quinta volta, o britânico aparecia em oitavo, 1s8 atrás de Aleix.

Na curva 7, Rossi conseguiu passar Lorenzo, que não encontrou espaço para reagir de imediato. Iannone vinha à frente, com 0s837 de vantagem para o piloto de Tavullia.

No sexto giro, Hernández teve problemas com a Ducati, que pegou fogo na curva 1. O colombiano conseguiu escapar das chamas sem maiores problemas.

Depois de alguma insistência, Dovizioso conseguiu passar Crutchlow e assumiu o segundo posto, já com 3s775 de atraso para Márquez. Quarto, Iannone tinha Rossi cada vez mais perto. Lorenzo, por outro lado, não conseguiu acompanhar o ritmo do companheiro de YZR-M1 e permitiu que o #46 abrisse 1s7 de vantagem.

Virado mais rápido que os demais, Rossi chegou e passou Iannone e passou a pressionar Crutchlow. Dos pilotos do top-5, Valentino era o único com o pneu traseiro extraduro - as Ducati tinham direito de usar a borracha amarela.

No nono giro, Crutchlow errou na entrada da curva 7 e permitiu a passagem de Rossi. O #46 tinha agora 0s140 de atraso para Dovizioso, que, por sua vez, vinha 4s314 atrás de Márquez.

Mais atrás, Pol Espargaró também vinha escalando o pelotão. Depois de seu pior grid na carreira, o espanhol aparecia em nono, 2s533 atrás do irmão mais velho.

Na curva 7, Rossi atacou Dovizioso e assumiu a segunda colocação. Quase que imediatamente, Iannone deixou Crutchlow para trás e assumiu o quarto posto, 0s661 atrás de Dovi.

Uma vez em segundo, Rossi passou a tentar reduzir a vantagem de Márquez e, ao mesmo tempo, se livrar de Dovizioso, que vinha tentando acompanhar o ritmo.

Com tempos de volta melhores que Márquez, Rossi conseguiu reduzir discretamente a diferença, mas nada que fosse muito impressionante ou que fizesse o público levantar da cadeira.

Sexto colocado, Lorenzo vinha praticamente isolado na disputa. O espanhol tinha 2s061 de atraso para Crutchlow, que vinha em quinto, e 5s645 de vantagem para Smith, que vinha logo atrás. Não era exatamente o início de Mundial que o piloto de Palma de Mallorca tanto queria.

Na 14ª das 25 voltas da corrida, Rossi já tinha levado a vantagem de Marc para 3s547 e exibia uma margem de 0s405 para Dovizioso. Iannone era o quarto, seguido por Crutchlow, Lorenzo, Smith, Aleix e Pol Espargaró e Redding.

Rodando constantemente na casa de 1min39s4, Rossi foi diminuindo mais e mais a vantagem de Márquez e se afastando de Dovizioso também.

Mais atrás, Crutchlow passou Iannone por dentro na curva 12 e subiu para a quarta colocação, 3s521 atrás de Dovizioso.

Na abertura da 17ª volta, Rossi já tinha derrubado a vantagem de Márquez para 2s629. Restavam oito giros para a bandeirada em Termas de Río Hondo.

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