Alexandre Arruda/Divulgação
Alexandre Arruda/Divulgação

Rússia é o primeiro obstáculo para o décimo título do Brasil na Liga Mundial

Dona da melhor campanha da 1ª fase, seleção terá o reforço de Bruninho, Vissotto e Dante, às 17h30, na Argentina

O Estado de S. Paulo

17 de julho de 2013 | 07h30

MAR DEL PLATA - Dona da melhor campanha da etapa classificatória da Liga Mundial, com nove vitórias em dez partidas, a seleção masculina de vôlei estreia nesta quarta-feira na Fase Final em busca do décimo título na competição, marca inédita. O adversário é a Rússia, às 17h30 (de Brasília).

Tal como os brasileiros, os russos também vivem um processo de renovação e enfrentam desfalques por contusão. Portanto, o time é bastante diferente em relação ao que derrotou o Brasil na final olímpica de Londres, no ano passado.

Mas os europeus superaram as dificuldades e, na fase classificatória, venceram sete jogos, classificando-se no equilibrado Grupo B em segundo lugar - a Itália, líder, levou vantagem apenas no ponto average.

A boa campanha mostra ao Brasil, portanto, que os adversários não estão fragilizados, apesar das mudanças.

"Eles têm uma quantidade de jogadores excepcional. A base que vem jogando a Liga Mundial é a que está aqui, com alguns jogadores voltando de contusão, outros bem. A dificuldade é sempre enorme", afirmou Bernardinho. "A equipe chega bem. Mas uma estreia contra a Rússia, nem precisa falar muito. Gera uma ansiedade natural também pela disputa de vaga."

Brasil e Rússia já se enfrentaram duas vezes neste ano, em amistosos realizados em Moscou. Os brasileiros venceram os dois jogos por 3 sets a 1. Na Liga Mundial, os confrontos entre as seleções em fase final dão retrospecto favorável ao Brasil, que ganhou 15 dos 21 jogos.

Em relação às últimas partidas disputadas pelo Brasil (duas vitórias contra os EUA), Bernardinho voltará a contar com Bruninho, Leandro Vissotto e Dante, que foram poupados por problemas físicos. Os atletas permaneceram com o grupo, reduzido para 14 jogadores após a fase de classificação.

Na terça, o técnico fez uma mudança de última hora na delegação que levou à Argentina: decidiu cortar o central Maurício Souza e reintegrou o líbero Alan. O jogador chega nesta quarta a Mar del Plata.

DONOS DA CASA

A fase final do torneio deu uma chance extra para a seleção argentina, treinada por Javier Weber. Na etapa classificatória, os sul-americanos fizeram campanha pífia, com apenas uma vitória em nove derrotas. Ficaram em último lugar no grupo que foi liderado pelo Brasil. Mas, como são os anfitriões, têm vaga garantida. Os argentinos enfrentam a Bulgária, de quem perderam duas vezes (3 a 0 e 3 a 1) na etapa de grupos.

Na quinta-feira, a Itália estreia contra os búlgaros e a Rússia enfrenta o Canadá, surpresa da fase final. O Brasil volta a jogar na sexta-feira, diante dos canadenses. As duas melhores seleções de cada grupo se classificam para a fase semifinal.

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