Rússia tem novos casos de doping no ciclismo e no polo aquático

Substância que foi proibida no começo do ano vira problema para o país

O Estado de S. Paulo

30 de março de 2016 | 12h16

Os problemas da Rússia com o Meldonium, que se tornou uma substância proibida em janeiro, ressurgiram nesta quarta-feira quando foi revelado que dois ciclistas de pista e um jogador de polo aquático testaram positivos em exames antidoping.

Anastasia Chulkova, que faturou uma medalha de ouro no Mundial de Ciclismo de Pista de 2012, e Pavel Yakushevsky tiveram seus casos confirmados, mas a Federação Russa de Ciclismo afirmou em um comunicado que ambos pararam de consumir o Meldonium após a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) anunciar em setembro de 2015 que ele se tornaria proibido em 1º de janeiro.

A federação disse que os resultados seriam fruto de "vestígios que sobraram", mas não especificou quando as amostras foram coletadas. "De acordo com os dados que temos, a quantidade da substância na amostra de doping é baixa", disse a federação. Outro ciclista russo, Eduard Vorganov, que compete nas provas de estrada, foi suspenso no último mês após testar positivo para Meldonium.

Separadamente, a porta-voz da Federação Russa de Polo Aquático, Viktoria Kirina, disse à agência de notícias The Associated Press que o jogador da seleção Alexei Bugaichuk foi pego em exame antidoping realizado no Campeonato Europeu, em janeiro, quando a equipe chegou às quartas de final. "Ele está agora suspenso de todas as competições até que as circunstâncias sejam apuradas e até uma decisão da Wada e da Fina", disse.

Kirina também declarou que a quantidade de Meldonium encontrada na amostra de Bugaichuk era "muito pequena", sendo provavelmente uma sobra do que foi consumido em setembro, quando a substância ainda era legal.

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