S. Paulo descarta empate e fala em atacar no Peru

Apesar de enaltecerem a força do time no Morumbi, os são-paulinos não querem deixar para decidir a vaga no jogo de volta das oitavas de final. Os jogadores embarcaram para o Peru na manhã de ontem com o pensamento fixo: vencer o Universitário no Monumental de Lima, amanhã, às 19h30.

Entrevista com

, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2010 | 00h00

Os jogadores apostam que o adversário dará mais espaço jogando em casa. "É um time que se defende bem, é só olhar o número de gols que eles sofreram na primeira fase. Foram apenas dois. Temos de tentar o gol fora, porque eles devem se lançar mais ao ataque. Quem sabe encontraremos mais espaços lá do que aqui dentro", comentou o goleiro Rogério Ceni.

O regulamento também é outro argumento usado pelos são-paulinos para justificar uma postura mais agressiva em Lima. O gol fora tem valor dobrado em caso de dois resultados iguais ao final da fase. Por exemplo: 1 a 1 no Peru e 0 a 0 no Morumbi garantem o time tricolor nas quartas de final.

"Na Libertadores, é importante marcar gols fora de casa. Vamos buscá-los em Lima", disse o volante Rodrigo Souto, pedindo uma equipe ofensiva. "Vamos tentar decidir o jogo lá. Não podemos deixar dúvidas, nem voltar com uma situação complicada para o jogo do Morumbi", acrescentou o também volante Hernanes.

A imprensa peruana não vê chance de o Universitário se abrir para enfrentar o São Paulo. Pelo contrário. O comentário é de que o Tricolor seria o adversário ideal, porque vai buscar o gol, deixando para os anfitriões o contra-ataque, principal arma do técnico Juan Reynoso. Ele, porém, tem problemas para escalar o time. O goleiro Raul Fernandez e o zagueiro John Galliquio foram punidos pela Conmebol pela confusão contra o Lanús e não jogam. O atacante Labarthe é dúvida. Bom para o São Paulo, que espera se aproveitar dos desfalques rivais. / M.A.

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