Salários: nada de renegociar

Para Corinthians, Ronaldo é caso à parte no clube

Anelso Paixão e Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

10 de dezembro de 2008 | 00h00

Em dezembro do ano passado, a diretoria corintiana e o goleiro Felipe viveram momentos tensos por causa de um pedido de aumento. Mas se acertaram. Agora, com a chegada de Ronaldo, com cifras fora da realidade brasileira, há novamente a possibilidade de alguns jogadores se sentirem no direito de cobrar valorização. Os dirigentes, contudo, já adiantam que a contratação do atacante é um caso à parte."Nossos atletas têm de entender, precisam ser inteligentes para saber que o Ronaldo fez por merecer (os salários)", afirmou o diretor técnico Antônio Carlos, descartando dar reajustes para um grupo que disputou, com brilho, a Série B. A maioria tem contrato longo e, em sua avaliação, não há motivos para refazer os acordos. "Eles têm de jogar com o Ronaldo, e saber que será uma honra estar com ele no dia-a-dia."Antônio Carlos não quis vincular a renovação de contrato de Ronaldo, no fim do ano, à conquista da vaga na Libertadores. Mas acabou se traindo. "Isso (a extensão do acordo em 2010) vamos deixar para conversar após a Copa do Brasil ou depois do Campeonato Brasileiro", disse, deixando claro que a disputa da competição continental é uma grande motivação para o atacante, disposto a brilhar no Brasil para voltar à seleção (ver na página seguinte).Antônio Carlos participou das conversas para acerto com o Fenômeno (desde o dia 5 de novembro) e ficou satisfeito ao sentir a disposição de Ronaldo de voltar logo. Recentemente, o astro participou por 20 minutos de jogo festivo entre seus amigos e os amigos de Zidane, no Marrocos, para arrecadar alimentos para famílias pobres. Ao sair de campo, disse que as pernas pesavam e afirmou não ter certeza se voltaria a atuar como profissional. Antônio Carlos, no entanto, está otimista: "Ele está disposto. Com muita vontade de superar os problemas e voltar a jogar. Não vê a hora de estrear."Antônio Carlos garante não haver atrito com o Flamengo, clube no qual Ronaldo vinha fazendo sua recuperação. "Não tem briga nenhuma, temos amigos no Flamengo, que o acolheu de braços abertos", afirmou. "Foi o Ronaldo quem escolheu vir para cá, encantado com a estrutura."

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