Saltador Cesar Castro tem classificação para o Rio-2016 anulada

Décimo quarto colocado no trampolim no Mundial de Kazan, Cesar Castro comemorou a classificação para os Jogos do Rio, mas, na verdade, ainda não está garantido na Olimpíada do ano que vem. A Federação Internacional de Natação (Fina) teria mudado o entendimento do sistema de classificação dos saltos ornamentais para o Rio-2016 e, pela nova interpretação, Castro terá que buscar a vaga pela Copa do Mundo, evento-teste que vai acontecer em fevereiro no Rio.

Estadão Conteúdo

09 de dezembro de 2015 | 14h45

Quando a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) deu a classificação de Castro como certa, alegou que os campeões europeu (o francês Matthieu Rosset) e pan-americano (o mexicano Rommel Pacheco) já tinham vaga no Rio-2016 pelos respectivos títulos continentais quando avançaram à final do Mundial disputado em agosto na Rússia.

Assim, as duas vagas seriam abertas pelo Mundial, para 13.º e o 14.º colocados da semifinal, respectivamente o norte-americano Michael Hixon e o brasileiro Cesar Castro. "Houve um equívoco de interpretação por parte da própria Fina", argumenta Ricardo Moreira, coordenador técnico da CBDA. Os EUA nunca deram Hixon como classificado.

Agora serão 20 vagas disponíveis por meio da Copa do Mundo, sendo que cada país pode ter dois representantes por prova no Rio-2016. Para se classificar à Copa do Mundo, Cesar Castro tem que fazer índice na Taça Brasil de Saltos Ornamentais, que começa nesta quinta-feira em Brasília como seletiva para o torneio internacional.

Nos saltos ornamentais, o Brasil tem vaga garantida nas quatro provas sincronizadas - trampolim e plataforma, no masculino e no feminino -, uma vez que entende-se que essas competições são por "equipes". A CBDA vai apontar as duplas escolhidas para cada prova, mas Cesar Castro não concorre às vagas, uma vez que tem priorizado os treinos para o trampolim individual.

De acordo com Ricardo Moreira, o Brasil tem como meta classificar cinco atletas para as provas individuais. "O máximo que o Brasil já conseguiu foi ter quatro atletas", lembrou. Em Atenas-2004 e Pequim-2008, o País foi representado por Cesar Castro, Hugo Parisi, Juliana Veloso e Cassius Duran. Dos quatro, só Duran parou, ficando de fora já de Londres-2012.

A CBDA estipulou índices fortes para os brasileiros que queiram disputar a Copa do Mundo. Em Kazan, só Cesar Castro e a jovem Giovanna Pedroso, na plataforma, atingiram nota superior àquela que a CBDA agora exige para o evento-teste.

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