Salvador quer esquecer tragédia da Fonte Nova

A chance de receber a Copa do Mundo de 2014 em Salvador é vista pelo governo baiano como uma oportunidade de ouro de apagar a má impressão causada pela tragédia da Fonte Nova, que deixou sete mortos quando um trecho da arquibancada superior ruiu, em novembro de 2007. Serão investidos R$ 250 milhões para revitalizar o tradicional estádio, que esteve ameaçado até de demolição.

TIAGO DÉCIMO, Agencia Estado

31 de maio de 2009 | 16h12

O projeto prevê a manutenção das características originais do estádio, como sua forma original em ferradura, com abertura para o Dique do Tororó, tradicional cartão-postal da cidade. O anel inferior será reformado e o superior, demolido, para dar lugar a outro, totalmente coberto. As obras serão realizadas em sistema de Parceria Público Privada (PPP), que ainda está sendo estudado.

A previsão é que o novo estádio, com capacidade para 55 mil pessoas, seja entregue em dezembro de 2012. Ao lado dele, segundo o governador Jaques Wagner (PT), serão realizadas duas construções: um prédio de cinco andares, que será ocupado por um estacionamento e um shopping center, e uma casa de shows. "Vamos revitalizar toda aquela área histórica de Salvador", garante Jacques Wagner.

A cidade aposta também na utilização do Estádio Pituaçu, que foi totalmente reformado, para ser um centro de treinamento de luxo para as seleções que atuarem na região. O local, que já vem recebendo os jogos do Bahia, tem capacidade para 32 mil torcedores e vai ser palco, em 9 de setembro, do jogo entre Brasil e Chile, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.

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