Samba dá boas-vindas à Olimpíada do Rio

O samba brasileiro em Londres durou oito minutos e uniu, em uma toada só, os principais ritmos do País na prévia para a Olimpíada de 2016. Do samba às Bachianas, de Heitor Villa-Lobos, dos índios ao maracatu, a apresentação usou Aquele Abraço, de Gilberto Gil, para dar as boas-vindas ao Jogos que serão realizados daqui a quatro anos, no Rio de Janeiro.

AMANDA ROMANELLI , JAMIL CHADE , ENVIADOS ESPECIAIS / LONDRES, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2012 | 03h03

Às 19h27 de Londres (23h27 de Brasília), o prefeito do Rio, Eduardo Paes, recebeu a bandeira olímpica das mãos do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge.

O momento marcou a passagem de bastão entre as duas cidades-sede. Mas a participação brasileira começou antes da viagem ao Rio. No desfile dos atletas, o boxeador Esquiva Falcão, após a inédita prata, conduziu a bandeira no palco. Na cerimônia de abertura, no dia 27 de julho, foi o cavaleiro Rodrigo Pessoa quem carregou o símbolo nacional.

Coube ao gari e sambista Renato Sorriso, célebre personagem do Carnaval carioca, "introduzir" o Brasil ao atento público de 80 mil pessoas no Estádio Olímpico. Conforme o esperado, usou sua ginga para "ensinar" os passos do samba para um segurança desajeitado. E, claro, o convenceu a cair na dança. O início do mais característico som brasileiro, entremeado pela passagem de Marisa Monte homenageando a música erudita, arrancou aplausos. Mas foi o único momento em que o Brasil levantou a torcida, talvez um pouco perdida diante de tantas referências.

Depois do samba e de Villa-Lobos, vieram os índios, o maracatu (com BNegão lembrando Chico Science), a top model Alessandra Ambrósio na roda de capoeira e Seu Jorge cantando Wilson Simonal. O Rio estava ali, com origamis que, de asa-delta, viraram as calçadas de Copacabana. Pelé, com a camisa amarela, encerrou a festa.

O "samba do crioulo doido", conforme definição de Cao Hamburguer e Daniela Thomas, diretores artísticos da parte brasileira, começou de verdade após a cerimônia de encerramento. Os percussionistas transformaram o palco do Estádio Olímpico em um carnaval de rua, com uma boa dose da espontaneidade que o Brasil pode mostrar em sua Olimpíada. Atletas de várias delegações e voluntários que participaram do evento pararam para participar do "after party" brasileiro em Londres.

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