Samsung? Palmeiras deve seguir com a Fiat

Empresa de eletrônicos fez proposta, mas renovação com atual parceira está quase fechada

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

24 de dezembro de 2008 | 00h00

A Fiat está muito perto de bater o martelo, vencer a concorrência com a Samsung, e seguir estampando sua marca na camisa do Palmeiras. A renovação do contrato deve ser assinada logo após as festas de fim de ano. Um reajuste nos valores já foi acertado, falta apenas definir por quanto tempo será a renovação: uma ou três temporadas.Pelo atual acordo, firmado em dezembro de 2007, a Fiat investiu R$ 8,5 milhões no departamento de futebol. E outros R$ 2,5 milhões na parte social. O novo acordo giraria em torno de R$ 12 milhões apenas para o futebol. Vale lembrar que o Palmeiras também tem acordo com a Suvinil nas mangas."Está praticamente fechado (a renovação com a Fiat). Falta apenas uma parte burocrática ser definida, mas na primeira semana de janeiro devemos acertar tudo", disse o diretor de marketing Rogério Dezembro. "Estamos só definindo um prazo interessante para a empresa e também para o clube."A Fiat tem a concorrência da Samsung, empresas de produtos eletroeletrônicos que tenta voltar a investir no futebol. Em 2005, os sul-coreanos desembolsaram US$ 6,1 milhões (cerca de R$ 14,5 milhões hoje) para estamparem a camisa do galáctico Corinthians. Ficaram até 2007, pois gostariam de uma redução nos valores por causa da queda da equipe à Série B do Campeonato Brasileiro.Agora, estariam dispostos a pagar até R$ 10 milhões ao Palmeiras, valor considerado baixo pela diretoria, apesar da crise mundial. "Aqui, já estamos trabalhando com valores dentro da atual situação do mercado. E não tem crise", garante Dezembro. "Mas não ficaremos expondo empresas ou valores."A única possibilidade de a Fiat não seguir é se aparecer uma empresa com malotes de dinheiro no Palestra Itália, algo considerado pouco provável. "Posso queimar a língua, mas dificilmente acertaremos com outra empresa. E, garanto, não estamos perdendo o sono por causa disso (passar o ano ainda sem ter o acordo firmado)", mostra confiança Dezembro.

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