San Jose volta ao palco da tragédia

Quase um mês depois da morte do garoto Kevin Espada, de 14 anos, o San Jose volta hoje a jogar no Estádio Jesús Bermúdez, em Oruro. Sob forte esquema de segurança, o time boliviano recebe o Millonarios, da Colômbia, pela quarta rodada do Grupo 4 da Libertadores.

RAPHAEL RAMOS, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2013 | 04h26

A fim de evitar a entrada de sinalizadores e rojões, a polícia promete fazer uma revista minuciosa em cada torcedor. "Após a experiência que tivemos na partida contra o Corinthians, vamos controlar a entrada de todos os torcedores, dos dois clubes. Teremos ainda 15 câmeras para evitar problemas nas arquibancadas", disse ao Estado o coronel Héctor Ríos, diretor da Força Especial de Luta Contra o Crime, responsável pela segurança no estádio.

Por causa da morte de Kevin Espada no último dia 20, a Conmebol multou o San Jose em US$ 10 mil (R$ 19,5 mil).

Lanterna do Grupo 4 com apenas um ponto - conquistado no empate por 1 a 1 com o Corinthians na primeira rodada -, o San Jose pode dar adeus à Libertadores se perder hoje. Assim, a diretoria resolveu diminuir pela metade os preços dos ingressos para tentar encher o estádio. As entradas mais caras passaram para 50 bolivianos (R$ 15) e as mais baratas para 30 (R$ 9).

Em Montevidéu. O jogo entre Nacional e Boca Juniors também será disputado com a segurança reforçada. Cerca de 600 policiais vão trabalhar no Estádio Centenário e os torcedores farão o teste de bafômetro - quem tiver bebido não entrará no estádio. Autoridades argentinas passaram à polícia uruguaia a lista de 115 torcedores do Boca que estão proibidos de ir ao jogo.

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