Sanchez dá o troco em Luis Alvaro

Atual diretor de seleções se irrita com insinuações de conspiração pró-Corinthians, lembra pedidos do santista e rebate: 'Ele deve ser o chefe do complô'

ALMIR LEITE, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2012 | 03h07

Com ironia, mas sem perder a oportunidade de dar um recado claro e duro. Foi assim que o atual diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez, respondeu ontem às insinuações do presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, sobre a existência de conspiração para favorecer o Corinthians na disputa entre os clubes na Libertadores. Isso porque o Santos teve jogadores convocados para a recente excursão feita pela seleção brasileira e o Corinthians não. Fiel a seu estilo, Andrés se defendeu atirando.

"Antes do amistosos, ele pedia a convocação do Arouca. Foi o único presidente de clube que fez isso. Ele deve ser o chefe do complô'', disse o ex-presidente corintiano, que ontem visitou as obras do Itaquerão, junto com seu sucessor, Mário Gobbi, e com o presidente da CBF, José Maria Marin.

Nos três jogos que o Brasil fez em território norte-americano, Mano contou com o goleiro Rafael e Neymar - Ganso não se apresentou por ter sido submetido a uma artroscopia. Todos com idade para defender a seleção olímpica em Londres. Luis Alvaro questionou a não convocação de corintianos como Paulinho e Ralf. No entanto, eles não têm "idade olímpica''.

Irritado, Andrés Sanchez disse que a seleção brasileira passa por um momento de harmonia e mandou recado aos santistas. "O Neymar é muito importante, mas se ele e o Santos entenderem que a seleção atrapalha é só pedir a desconvocação.''

O diretor de seleções também revelou certa decepção com Luis Alvaro. "Fiquei chateado porque ele me conhece e ao presidente Marin, não poderia ter falado em complô'', queixou-se Andrés. "Eu já fui presidente de clube e sei dos problemas. Mas tem de ter um pouco de responsabilidade e de inteligência.''

Ele lembrou que, em 2011, o Santos teve vários jogadores convocados e foi campeão da Libertadores. E disse ter estranhado o comportamento de Luis Alvaro. "Ele deu uma declaração como se o Santos já estivesse derrotado.''

Gobbi preferiu não entrar na polêmica. "Eu não tenho de falar nada. Respeito muito o Luis Alvaro. É um direito que ele tem (de dizer o que pensa)'', afirmou.

Homem da seleção. Em meio à turbulência, Sanchez aproveitou uma "deixa'' do presidente da CBF para mostrar que hoje pensa acima de tudo na seleção. Ao confirmar Brasil x Chile para 7 de setembro no Morumbi, Marin pediu a ele que leve a equipe para treinar no CT do São Paulo em Cotia, por ser mais próximo do local do amistoso.

Sanchez disse sim: "Hoje sou o diretor de seleções da CBF e tenho de ver o melhor para o time. Nada mais justo do que treinar em Cotia, sendo o jogo no Morumbi. Eu não posso responder como corintiano''.

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