Sanderlei só correrá o revezamento

O corredor Sanderlei Parrela, medalha de prata nos 400 metros, no Mundial de Sevilha, em 1999, só fará a prova por equipes - o revezamento 4 x 400 m - na oitava edição do Mundial de Atletismo de Edmonton, no Canadá, a partir de sexta-feira até o dia 12, torneio que reunirá as maiores estrelas do esporte. O técnico Luiz Alberto de Oliveira informou por telefone que Sanderlei está com o calcanhar esquerdo machucado.O atleta, que não havia corrido a distância no Troféu Brasil por causa disso, não melhorou o suficiente para disputar os 400 m. "O Luiz achou melhor o Sanderlei vir apenas para o revezamento", afirmou o técnico Carlos Alberto Cavalheiro.Os brasileiros chegaram a Edmonton na segunda-feira, com 16 dos 19 atletas convocados. Cláudio Roberto Souza e Fabiane dos Santos chegam hoje. Sanderlei chega na semana que vem. O torneio terá 3 mil atletas, de 200 países. Será uma vitrine para estrelas como a rainha da velocidade, Marion Jones, e um Mundial de despedidas, como para Donovan Bailey, que não consegue boas marcas desde que rompeu o Tendão de Aquiles, em 1998.Esperança - "O ambiente é bom e os atletas demonstram confiança na participação brasileira", afirmou o técnico Ricardo D?Ângelo. Claudinei Quirino, vice-campeão mundial dos 200 m em Sevilha, que também enfrentou uma temporada de muitas contusões, afirmou que "tem esperança de medalha" com o revezamento 4 x 100 m. "O grupo está bem, temos alguns dias para treinar e acho que devemos chegar à final, com chance de lutar por medalhas." O Brasil foi quarto colocado em Sevilha, com Raphael Raymundo, Claudinei, Edson Luciano Ribeiro e André Domingos, mas ficou com a prata na Olimpíada de Sydney, com Vicente Lenilson no lugar de Raphael, e Cláudio Roberto na preliminar (no lugar de Claudinei).Para o Edmonton Journal, o revezamento do Brasil é um dos favoritos a prata - a medalha de ouro seria dos Estados Unidos. O jornal ainda cita Maurren Higa Maggi, que seria bronze no salto em distância, atrás da líder do ranking, Tatiana Kotova (RUS) e da campeã olímpica, Heike Drechsler (ALE).Novo nome - No congresso da Federação Internacional de Atletismo Amador (Iaaf), o senegalês Lamine Diack, foi eleito presidente por mais dois anos - comandava a entidade desde a morte de Primo Nebiolo, em 1999. A Iaaf decidiu também mudar de nome, mantendo a sigla, para Associação Internacional de Federações de Atletismo. Suprimiu a palavra amador, em desuso, diante da profissionalização do esporte.

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