Danilo Borges/redeesporte.gov.br
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Sandy Macedo brilha no tae kwon do e leva bronze nos Jogos da Juventude

Brasileira tem nome em homenagem à cantora de quem sua mãe era muito fã

Paulo Favero / Enviado especial / Buenos Aires, Estadão Conteúdo

09 Outubro 2018 | 21h54

Quem olha para Sandy Macedo sem seu uniforme de competição mal imagina que ela é atleta de tae kwon do, muito menos que conquistou nesta terça-feira a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos da Juventude, que estão sendo disputados em Buenos Aires. A garota de 17 anos, 1,77m de altura e 55kg poderia até ser modelo, mas escolheu o esporte e vem tendo ótimos resultados.

"Eu queria ser bailarina quando era criança, mas fiz umas aulas e acabei não me interessando tanto. Perto de casa tinha aula de tae kwon do, eu passava sempre em frente e via, fiquei curiosa, comecei a treinar e aí ingressei no esporte", conta. "Já me perguntaram se eu faço basquete ou vôlei, aqui na Argentina me perguntaram muito se eu era da ginástica artística, mas tae kwon do nunca ninguém falou", continua.

A brasileira estreou fazendo uma ótima luta contra Maya Badawy, do Egito. Não tomou conhecimento da adversária e ganhou por 23 a 3. Só que na semifinal teve uma luta tensa contra a marroquina Safia Salih, que terminou empatada por 1 a 1 no tempo normal. Na prorrogação, em um descuido sofreu um chute na cabeça e acabou perdendo por 4 a 1. A derrota levou Sandy às lágrimas.

Após receber sua medalha de bronze no pódio, ela se mostrou menos abatida. "Sou a primeira mulher do tae kwon do a conquistar uma medalha nos Jogos Olímpicos da Juventude, então estou muito feliz." A brasileira também revelou que seu nome foi dado em homenagem à cantora Sandy, de quem sua mãe era muito fã.

Sandy é de São José dos Campos, no interior de São Paulo, e coleciona medalhas e troféus na modalidade. É tricampeã brasileira (2014, 2017 e 2018), campeã dos Jogos Sul-Americanos da Juventude (2017), vice-campeã pan-americana (2017) e agora conquistou uma medalha de bronze nos Jogos da Juventude. "O meu sonho desde pequena não era ter uma medalha olímpica, mas ser campeã olímpica", avisa.

Apesar da juventude, ela sonha com os Jogos de Tóquio, em 2020, onde tentará mais uma vez realizar esse objetivo. A força que ela recebe em casa será fundamental para ela dar mais esse grande passo. "Minha família sempre me apoiou desde que eu comecei, desde quando era uma brincadeira de criança até agora", lembra.

NATAÇÃO

O quarteto brasileiro formado por André Calvelo, Lucas Peixoto, Murilo Sartori e Victor Souza ganhou a medalha de prata no revezamento 4x100 metros livre. O time ficou atrás apenas da favorita Rússia.

 

 

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