Santistas reclamam de excesso de faltas

Marcado de perto no clássico, time do Santos aponta conivência do juiz com as infrações do rival. Marcos contesta

Bruno Deiro, Daniel Arkstein Batista, O Estadao de S.Paulo

15 de março de 2010 | 00h00

O Santos soube reconhecer o poder de reação do rival, mas não resistiu à tentação de atribuir à arbitragem uma parcela de culpa pela derrota. Nos minutos finais, cada marcação do árbitro Antônio Rogério do Prado causava revolta e Robinho quase foi expulso por reclamação acintosa - por sorte, foi só advertido.

"O árbitro deixou a desejar", disse o zagueiro Edu Dracena. "Os palmeirenses fizeram muitas faltas e isso acaba estragando o espetáculo", alegou. "Mas não posso deixar de reconhecer o mérito do Palmeiras."

A indignação com uma falta não marcada foi um dos motivos do carrinho sem bola dado por Neymar em Pierre, falta punida com o cartão vermelho. Além disso, os santistas reclamaram de uma bola que tocou na mão de Pierre dentro da área palmeirense, ainda no primeiro tempo. O juiz mandou o jogo seguir.

Os palmeirenses também lamentaram o excesso de faltas, mas só aquelas assinaladas em favor do líder. "A gente não podia nem encostar no time deles que era falta", observava o goleiro Marcos, ainda na saída para o intervalo, mas já com o empate por 2 a 2. "Com 10 minutos de jogo, tínhamos levado dois cartões amarelos (Edinho e Leo) e tivemos de aliviar na marcação. O que era um risco."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.