Santos adota discurso modesto contra ex-chefe

No reencontro com Vanderlei Luxemburgo, no Mineirão, time admite que até derrota com [br]gols é bom resultado

Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2010 | 00h00

Com o rótulo de melhor time do País, virtual campeão paulista e com a média de cinco gols por jogo na Copa do Brasil, o Santos enfrenta o Atlético-MG, hoje, às 21 horas, no Mineirão, em Belo Horizonte, sem grandes ambições. Com a ausência de sua maior estrela, Neymar, o atacante de 35 milhões (R$ 81,5 milhões), e Léo, que sentiu uma lesão muscular ontem, o técnico Dorival Júnior considera que até derrota simples, desde que o seu time faça gol, será bom resultado, no reencontro de Vanderlei Luxemburgo com o Santos, onde trabalhou quatro vezes entre 1997 e 2009.

Pela primeira vez desde que iniciou a montagem da nova edição dos Meninos da Vila, há pouco mais de três meses, o treinador sinaliza que vai orientar a equipe para jogar de acordo com o regulamento da competição ? o gol fora tem peso dobrado ?, apostando na classificação às semifinais quarta-feira da próxima semana, na Vila Belmiro.

"Acredito que teremos um grande jogo, porque o Atlético também luta pelo título em Minas e está em fase de ascensão. As nossas dificuldades serão iguais às das três últimas partidas", disse Dorival Júnior.

À exceção das laterais, o time será o mesmo que iniciou o segundo tempo e que levou o Santos à vitória por 3 a 2 contra o Santo André, domingo passado, no Pacaembu. Com a ausência de Léo, George Lucas entra na direita e Pará vai para a esquerda. Desta vez, o time das goleadas vai priorizar a marcação no meio de campo e tentar a vitória em contra-ataques.

Dorival Júnior tratou com naturalidade a ausência de Neymar. Para ele, o garoto e Robinho têm características semelhantes. "Sentiríamos mais a falta do André, porque não temos outro jogador que saiba atuar como ele, de costas para a defesa de adversário, fazendo a parede, além de ser uma referência na área e finalizar bem."

Começa a disputa. O jogo contra o Atlético-MG, do estrategista Vanderlei Luxemburgo, com a torcida adversária lotando o Mineirão, é o começo da verdadeira Copa do Brasil para o Santos. Até agora, o time pegou adversários fracos.

Na estreia, ganhou só por 1 a 0 do Naviraiense, em Campo Grande-MS, em razão das péssimas condições do gramado do estádio Morenão. Na Vila Belmiro, porém, os santistas golearam por 10 a 0. Em seguida, derrotou o Remo por 4 a 0, em Belém, eliminando o jogo de volta. E, nas oitavas-de-final, massacrou o Guarani por 8 a 1 na Vila Belmiro e, com um time reserva, perdeu por 3 a 2, em Campinas. Se conseguir eliminar o Atlético-MG, o Santos vai enfrentar o vencedor de Fluminense e Grêmio.

Atlético-MG. A partida de hoje está sendo encarada como a mais importante da temporada para o Atlético-MG, uma espécie de prova de fogo para o técnico Vanderlei Luxemburgo, que chegou ao clube no fim do ano passado prometendo levar o Galo novamente a um título de expressão nacional - após quase quatro décadas desde a conquista do Brasileiro de 1971.

O Mineirão terá casa cheia. Até o fim da tarde de ontem, 42.409 ingressos haviam sido vendidos. "Vai ser o jogo do momento", prevê o atacante Diego Tardelli. "Respeitamos o Santos, mas não temos medo. Vamos jogar diante da nossa massa."

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