Santos arma seu plano B: Luxemburgo

Clube quer Muricy, mas se previne em caso de fracasso na negociação

Sanches Filho, O Estadao de S.Paulo

17 de julho de 2009 | 00h00

Em arrastada negociação com Muricy Ramalho, o Santos não perde de vista outro técnico de prestígio que também está disponível no mercado. O presidente santista, Marcelo Teixeira, mantém conversas paralelas com Vanderlei Luxemburgo, que pode servir como um plano B para a diretoria. "Não existe prioridade. O que há são hipóteses e análises. O mercado está sedutor e estamos analisando todas as possibilidades", comentou Teixeira. "Temos várias opções." Acesse o canal do Brasileiro Quem deve comandar o Santos?O clube tem poucas esperanças de anunciar a contratação de Muricy ou outro substituto para Vágner Mancini antes do clássico de domingo, contra o São Paulo, no Morumbi. Tanto que já confirmou a presença do interino Serginho Chulapa no banco. Marcelo Teixeira espera telefonema do empresário Márcio Rivellino para negociar diretamente com o treinador tricampeão brasileiro. A oferta é de salário de R$ 450 mil e premiações altas por títulos e até por uma vaga na Libertadores. O pagamento do auxiliar Tata ficaria por conta de Muricy. Nas últimas horas, porém, houve uma alteração significativa no quadro. Teixeira confirmou que vem conversando com Luxemburgo, discutindo a parte financeira e o projeto de reformulação do futebol santista. O presidente negou que o ex-técnico do Palmeiras estaria mais perto de acertar porque teria o suporte financeiro da Danone, que além de pagar o seu salário ainda investiria na contratação de reforços. "Não falei com ele (Luxemburgo) sobre parceria. Conversamos apenas sobre uma ou outra condição." O dirigente, que cuida sozinho da contratação do técnico, mostra uma postura dúbia. Em alguns momentos, Teixeira diz que espera anunciar o nome o mais rápido possível. Mais adiante, porém, avisa que não tem pressa e prefere que, nas negociações, sejam aprofundadas discussões sobre todos os aspectos do futebol santista. "Há muita coisa em jogo. É preciso que o treinador que for contratado esteja de acordo com a reformulação que será feita no nosso futebol e, até mesmo, com a chegada de alguns reforços", disse Teixeira.Na noite de segunda-feira, duas horas depois de demitir Mancini, Teixeira disse em entrevista coletiva que o Santos não faria loucuras para contratar o futuro comandante. Parece ter mudado de ideia diante da realidade do mercado e da fúria da torcida após o vexame de Salvador (6 a 2 para o Vitória). Marcelo Teixeira confirmou que os presidentes dos integrantes do G4 paulista - Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos - devem firmar um acordo para limitar salários no futebol profissional, em todos os níveis. "Não será apenas o do treinador, mas de todos os profissionais envolvidos no futebol. O assunto está bem encaminhado, mas ainda não foi definido. Já até conversei com o Belluzzo (Luiz Gonzaga, presidente do Palmeiras) sobre isso há poucos dias", afirmou Teixeira.

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