Santos bate o Flu e retoma bom futebol

Time faz boa partida e vence pela segunda vez seguida, com dois gols de Borges e alguns belos lances do papai Neymar

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2011 | 00h00

O Santos que o povo se acostumou, aquele que envolve o adversário, abusado, voltou a dar as caras ontem, na Vila Belmiro. Com os 11 titulares que devem disputar o Mundial em dezembro, a equipe chegou ao seu segundo triunfo seguido no Campeonato Brasileiro, 2 a 1 no Fluminense, começa a se afastar de vez da ameaça de queda e a almejar voo mais alto na competição.

Passou sufoco em alguns momentos na segunda etapa, é bem verdade, sobretudo nos cruzamentos para a área, mas mereceu o triunfo pelo que fez de bom ao longo dos 90 minutos.

Com Borges com o faro de goleador apurado, Neymar inspirado com o nascimento do filho Davi Lucca, Paulo Henrique Ganso ligado e Arouca iluminado, os cariocas não tiveram outra maneira de parar o rival que não fossem as faltas: foram incríveis 40.

Neymar, o mais caçado, sofreu. E também fez sofrer. Os dois chapéus seguidos em Lanzini valeram o ingresso. Sem contar as pedaladas, os dribles, as arrancadas. Ganso e seus passes precisos, ontem, saiu aplaudido. As cavadinhas foram todas com precisão. E Borges mostrou quem é que manda na área. Abriu o placar de cabeça e, depois de Rafael Moura empatar, definiu em passe lindo de Arouca e chute forte.

Numa noite em que Neymar queria homenagear o filho, as honras ficaram para o amigo Borges. O artilheiro da competição, agora com 12 gols, primeiro colocou o dedão na boca. Depois, dançou com o rei das dancinhas, que ao menos levou a bola do jogo.

Sem mágoa. O reencontro de Muricy Ramalho com o Flu, cinco meses após o técnico deixar o clube que levou à conquista nacional em 2010, provou que os dirigentes cariocas foram os errados na briga. Bastou ver a fila de ex-comandados que fizeram questão de cumprimentá-lo.

Um a um, quase todos fizeram questão de abraçá-lo: Carlinhos, Gum, Marquinho, Rafael Moura, Fred e até Abel Braga deram os parabéns ao treinador pelas conquistas, agora na Vila Belmiro.

Em tom de brincadeira, num sussurro, recebeu até proposta indecente. "Você já ganhou tudo, deixa um pouquinho para a gente", ouviu. Apenas riu.

Foi para se dedicar à conquista da Libertadores que o Santos largou mal no Nacional e hoje necessita de pontos para se afastar de vez das últimas posições e ainda sonhar com a tríplice coroa. Ontem, mostrou que é possível.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.