Santos cede à pressão da torcida e demite Adilson

Clube comunica decisão no início da noite; Marcelo Martelotte comandará o time contra o Cerro Porteño, na 4ª

Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2011 | 00h00

Adilson Batista não é mais o técnico do Santos. Ele foi informado da decisão em sua própria casa, numa reunião com Pedro Luis Nunes Conceição, diretor de futebol, na tarde de ontem.

Após o empate com o Deportivo Táchira a derrota para o Corinthians e a igualdade por 1 a 1 com o São Bernardo, sábado, a torcida aumentou a pressão pela saída do treinador e os dirigentes entenderam que a situação havia ficado insustentável. As broncas da torcida foram motivadas pela insistência de Adilson em não escalar o ataque com Maikon Leite, Zé Eduardo e Neymar. "A situação estava muito ruim, não havia mais como ele continuar no clube", disse o presidente Luis Alvaro de Oliveira.

Marcelo Martelotte, membro da comissão técnica permanente do clube e que vinha observando os jogos dos adversários na Libertadores, assumirá interinamente o cargo, como aconteceu na demissão de Dorival Júnior, no ano passado, e dirigirá o time quarta-feira, na Vila Belmiro, contra o Cerro Porteño, pela 2.ª rodada da competição continental.

A diretoria vai se reunir hoje para discutir os nomes do futuro treinador. "Rigorosamente, o Santos não falou no nome de ninguém ainda, em respeito ao Adilson", garantiu o presidente. Abel Braga é o número 1 da lista, mas o seu contrato com o Al Jazira, dos Emirados Árabes, só termina em maio. Celso Roth, em má fase no Internacional, também faz parte dos planos.

Aposta errada. Contratado em novembro para ser o sucessor de Dorival Júnior, Adilson apenas acompanhou à distância o time até o fim do ano. Mas, durante aquele período, ficou em contato permanente com os dirigentes, tratando da contratação de reforços. O início do seu trabalho em campo foi em 3 de janeiro, na pré-temporada.

Por ser um treinador adepto do futebol ofensivo, Adilson era visto como o ideal para levar a terceira geração dos Meninos da Vila a grandes conquistas. Ele foi o plano B da cúpula santista, que não conseguiu a liberação de Abel Braga.

O treinador se despede da Vila Belmiro com cinco vitórias, uma derrota e cinco empates.

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