Santos consegue grande resultado na Colômbia

Time de Muricy Ramalho sai na frente na disputa com o Once Caldas para chegar às semifinais: 1 a 0, gol de Alan Patrick

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2011 | 00h00

O Santos chegou à segunda fase da Taça Libertadores aos trancos e barrancos, é bem verdade. O sofrimento veio por causa de tropeços bobos nas primeiras rodadas. O time se ajeitou, espantou o fantasma da eliminação e, aos poucos, vai mostrando que merece ser apontado como favorito ao título. Depois de eliminar o América, no México, o único representante do País vivo na competição visitou o Once Caldas, na Colômbia, ganhou por 1 a 0, e trouxe ótima vantagem para o duelo de volta, na quarta-feira, no Pacaembu, quando poderá até empatar para ir às semifinais.

A equipe de Muricy Ramalho segue mostrando que, em pouco tempo sob seu comando, ganhou maturidade. O time assustado com a pressão da torcida rival, que se inibia e perdia a cabeça com provocações, agora joga de igual e não importa o palco.

Ontem, no lotado Estádio Palogrande, Neymar, Elano e cia. não se importaram com a festa preparada pelos colombianos. A chuva de papel picado, os fogos de artifícios e a gritaria estérica, apenas realçou o clima decisivo do qual o santista se acostumou. Nos últimos 40 dias, duas vezes por semana, teve só confrontos importantes. Bateu, com mérito, Cerro Porteño, Táchira e América, pela Libertadores. E, no Paulista, passou pela Ponte Preta e mostrou que torcida contra não é problema ao calar o Morumbi (2 a 0 no São Paulo) e o Pacaembu (0 a 0 com o Corinthians).

Força do elenco. Muricy viu ontem que seu elenco é forte. No primeiro jogo sem Ganso, saiu dos pés do substituto Alan Patrick o gol do triunfo. Graças, não se pode negar, a passe preciso de Neymar. "O Neymar deu belo passe pra mim e fui feliz para concluir bem a jogada", disse o empolgado Alan Patrick.

O "dono do jogo" na Colômbia, como virou rotina, foi Neymar. Dos pés do craque saiu o primeiro lance de perigo santista. A bola passou raspando. Aos 22, ele mostrou que também erra ao pisar feio na bola e cair. Naquele momento, já havia batido boca com Zé Eduardo. Irritado, resolveu dar show. Deu o passe para o gol de Alan Patrick e, na fase final, colocou os colombianos para bailar. Pedalando, passando os pés por cima da bola, dando chapéu, Neymar provou aos torcedores colombianos que o carinho recebido no treino em Manizales não veio por acaso. Calle só o parou com falta e foi expulso. Palacios entrou para marcá-lo e, no primeiro lance, levou amarelo. Na cobrança da falta, Elano carimbou a trave. De tanta ginga, Neymar acabou apanhando muito. No fim, saiu carregado por dois seguranças do clube, chorando de tanta dor.

Mesmo passando alguns sustos, o Santos chegou ao sexto jogo sem sofrer gol e ganha ainda mais motivação para buscar o título estadual domingo, na Vila Belmiro, diante do Corinthians.

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