Santos decide se ainda briga pelo título

Equipe enfrenta o Inter no Beira-Rio: quem vencer segue firme na única disputa que ainda interessa aos dois times

Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2010 | 00h00

O Santos troca um atacante por um volante para tentar voltar a vencer, hoje, às 16 horas, no Beira-Rio, contra o Internacional. A equipe de Neymar e companhia sofreu derrotas nos dois últimos jogos, contra São Paulo (4 a 3, no Morumbi) e Grêmio Prudente (3 a 2, na Vila Belmiro). Com 48 pontos (9 atrás do líder Fluminense), 14 vitórias e seis empates, as duas equipes decidem na partida de hoje quem vai continuar com chances matemáticas de ainda sonhar com o título da competição.

"Vamos ter de jogar o nosso melhor futebol se quisermos ganhar", reconheceu o técnico Marcelo Martelotte, "São dois times que estão iguais em tudo. A diferença básica é que o Inter tem o Mundial de Clubes em dezembro e aqui, quando se pensa em futuro, é apenas com relação à Copa Libertadores do ano que vem. Mas apenas o título do Brasileiro interessa, Santos e Internacional sabem que precisam da vitória nesse jogo."

Depois de três jogos sem sofrer gol, o Santos foi vazado sete vezes em apenas duas partidas, o que fez com que o técnico desistisse do esquema com três atacantes para reforçar a marcação no meio-campo. Pará cumpriu suspensão e retorna à lateral.

Danilo, eleito pela torcida o vilão do vexame de domingo passado na Vila, continua no time, só que como volante, ao lado de Roberto Brum e Arouca. O sacrificado, em nome de uma equipe mais compactada e equilibrada, é o atacante Keirrison, que ficará na reserva, mesmo tendo sido elogiado por Martelotte.

"Gostei da participação dele (Keirrison) durante o primeiro tempo, apesar do longo tempo que ficou parado. Com a mudança tática, Keirrison ficará no banco e será uma importante opção", afirmou o treinador. Ele lembrou que o esquema com apenas dois atacantes - Neymar e Zé Eduardo - e o meio-campo mais marcador deu certo nas três vitórias (Fluminense, Atlético-PR e Inter, na Vila) sem gols sofridos.

Como sabe que não será efetivado e que a diretoria trabalha na contratação de um técnico top para a Libertadores de 2011, Martelotte vem procurando apenas dar continuidade ao trabalho que era desenvolvido por Dorival Júnior. Já até imaginou que seria possível repetir com sucesso a experiência de montar a equipe com três atacantes, como no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil, mas bastou um jogo para que desistisse da ideia. Agora, o time se ressente das saídas de Wesley, Robinho e André e da ausência de Ganso.

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