Paulo Pinto/AE
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Santos e Corinthians disputam supremacia

Rivais protagonizam principal duelo paulista na última década. Cada um conquistou 3 títulos. Hoje, na Vila, mais uma final

Bruno Deiro e Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2011 | 00h00

Últimos campeões e maiores vencedores estaduais da década, com três taças para cada lado. Donos de duelos memoráveis ao longo de 98 anos do clássico, principalmente na era Pelé, com placares de 7 a 4, 8 a 3, 11 a 0, Santos e Corinthians decidem, a partir das 16 horas, a primeira final (em duelos de mata-mata) da história da Vila Belmiro. O palco, que por muitos anos viu o melhor jogador do mundo e um dos mais brilhantes times brasileiros da história (o Santos de Dorval , Coutinho, Mengálvio, Pelé e Pepe), verá hoje a primeira volta olímpica de um time paulista no ano. Quem ganhar, sagra-se campeão. O empate por qualquer placar leva a decisão para pênaltis.

Depois de um 0 a 0 agitado na ida, semana passada, no Pacaembu, a promessa é de mais futebol ofensivo esta tarde. Uma bola na rede pode valer não apenas a taça, mas também a artilharia, já que o santista Elano e o corintiano Liedson dividem o topo da tabela, com 11 gols cada.

São vários os atrativos. Neymar, estrela mais radiante do País, tenta brilhar diante do arquirrival, contra o qual ainda deve boas apresentações. O craque, que nesta semana anunciou que em breve terá seu primeiro filho, quer provar que amadureceu após os altos e baixos de 2010. Ao seu lado, Zé Eduardo, negociado com o Genoa, da Itália, aposta numa despedida vitoriosa e, se possível, com gols.

Do lado corintiano, num grupo que se caracterizou por sua força, Jorge Henrique espera repetir a fama de homem das decisões. Os torcedores até hoje o reverenciam pelas apresentações em alto nível nas partidas mais importantes, como na decisão da Copa do Brasil de 2009, diante do Internacional, na qual marcou nas duas partidas.

Há, ainda, o também atacante Dentinho. Maior goleador do atual elenco, com 55 bolas nas redes adversárias, o jovem foi bancado pelo técnico Tite e, perto de fechar com o Shakhtar Donetsk, quer se despedir dando mais uma alegria à torcida.

Numa melhor de sete, quem ganhar hoje se tornará o vencedor paulista da década. E ambos sabem da importância do título. O Santos busca a 19ª taça, para se aproximar de vez dos principais rivais, todos a sua frente: São Paulo, 21, Palmeiras 22 e Corinthians, 26 títulos. Os paulistas, por sua vez, querem comprovar a soberania no estado.

Homenagens. O Santos entra em campo desfalcado de Ganso, que se machucou no jogo de ida e só volta daqui seis semanas - Alan Patrick, seu substituto, vem de grande atuação contra o Once Caldas na Colômbia, com direito a gol da vitória (1 a 0). O camisa 10, porém, deve ser lembrado em caso de título. Do lado corintiano, a dedicatória será para Ronaldo, que vai estar na num dos camarotes da Vila, possivelmente ao lado de Pelé. "Tive a oportunidade de ser técnico do Ronaldo e, se merecermos, quero dar o último título da carreira dele", imagina o técnico Tite.

 

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