Cristiano Andujar/Divulgação - 14082011
Cristiano Andujar/Divulgação - 14082011

Santos e Fla ignoram revolta de estrelas

Clubes não protestam após duas polêmicas com arbitragem, que envolveram Neymar e Ronaldinho

Paulo Galdieri e Sílvio Barsetti, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2011 | 00h00

Neymar e Ronaldinho Gaúcho mostraram que não são bons só de bola, mas bons de polêmica com árbitros também. Mas nem mesmo vendo seus principais astros envolvidos em rusgas com arbitragem, Santos e Flamengo devem fazer protestos formais na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O Santos não pretende se meter no atrito que envolve seu principal jogador e um árbitro dos quadros da Fifa. Segundo o presidente do clube, Luís Álvaro de Oliveira, não é política de sua diretoria reclamar de atuações de árbitros, muito menos vetar a participação de qualquer um deles nos jogos do Santos.

A regra vale, inclusive, para Sandro Meira Ricci, que processou Neymar na Justiça depois que o atacante publicou em seu Twitter uma crítica a ele, com a frase "juiz ladrão".

Para o presidente santista, nesse caso, o clube só teria a perder se resolvesse tomar partido, mesmo se fosse prejudicado por uma marcação errada do juiz - no último sábado Neymar se queixou de Ricci, por um pênalti não assinalado, sofrido por ele.

"Reclamar só piora a situação. Até porque há um corporativismo entre os árbitros", disse Luís Álvaro de Oliveira.

O cartola do Santos, no entanto, afirmou que Ricci é quem deveria ter o bom senso de não apitar mais as partidas do time enquanto tiver um processo contra Neymar. "Do ponto de vista ético, o árbitro deveria se sentir impedido de apitar o jogo."

No Flamengo, a revolta contra a arbitragem de Heber Roberto Lopes no jogo de domingo, com o Figueirense, ainda tomava conta ontem de dirigentes, comissão técnica e jogadores.

Durante a partida, segundo relato de Ronaldinho Gaúcho, o árbitro fazia ameaças aos atletas rubro-negros.

O diretor de Futebol do Flamengo, Luiz Augusto Veloso, disse que o árbitro "foi no mínimo incoerente"". Ele ressaltou que o clube deveria tomar alguma medida, "mas com cautela"".

O técnico Vanderlei Luxemburgo foi mais contundente e disse que não se justificava a quantidade de cartões amarelos distribuídos por Heber aos jogadores do Fla - cinco ao todo.

Por causa da punição, Ronaldinho Gaúcho e Renato vão desfalcar o Flamengo na quinta-feira, contra o Atlético-GO, no Rio.

"Simplesmente meu time se desestabilizou por completo e não conseguia ter uma organização. Os jogadores ficaram mais preocupados com o árbitro do que com o comportamento tático. Acho que se o árbitro teve essa conduta, ele teve uma contribuição no que diz respeito a isso. Mas é normal. Sempre digo que os árbitros não são culpados, mas quem os dirige"", disse Luxemburgo, numa crítica direta ao presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, Sergio Correa.

Procurado pela reportagem do Estado, Correa não se pronunciou. De acordo com a assessoria de imprensa da CBF, ele não falaria sobre as reclamações dos clubes.

Veja também:

link Média de gols sofridos de Rafael cresce

link Elano é dúvida e Ibson desfalca Santos contra o Coritiba

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.