Santos empata, é vaiado e já preocupa para a Libertadores

Equipe alvinegra tropeça em seus erros, fica no 1 a 1 com o São Bernardo e causa apreensão para jogo com Cerro Porteño

Marcon Beraldo, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2011 | 00h00

Era um jogo para o Santos se reabilitar no Campeonato Paulista. Mas o time apresentou um futebol irregular e apenas empatou por 1 a 1 com o São Bernardo, ontem à noite na Vila Belmiro. Insatisfeita com o resultado, a torcida vaiou o time no final e também não poupou o técnico Adilson Batista. Restou o consolo do gol marcado pelo artillheiro Elano (de pênalti), mas ficou a preocupação para o segundo jogo da equipe na Taça Libertadores da América, quarta-feira na Vila contra o Cerro Porteño. O lance do gol santista, resultado de pênalti duvidoso assinalado pelo juiz aos 41 minutos do primeiro tempo, em um choque de Leandro Camilo com Neymar, provocou protestos de quase todos os jogadores do São Bernardo.

A equipe alvinegra começou a todo vapor e as chances foram surgindo. Parecia que o Santos mostraria novamente o seu melhor futebol. O aproveitamento poderia ter sido melhor, sem dúvida, não fossem as boas defesas do goleiro Marcelo Pitol, em lances envolvendo Zé Eduardo, Neymar e Elano. Houve precipitação em alguns lances e má pontaria em outros, diante de um adversário que só se defendia e que aos poucos foi ganhando confiança pela inoperância do ataque e também da marcação santista: não havia combate direto, só um cerco ao adversário.

O São Bernardo, então, passou a arriscar contra-ataques. E, em um desses lances, o goleiro Rafael salvou gol certo à frente de William Favoni, na melhor jogada do time visitante na primeira etapa do confronto.

A vantagem parcial tranquilizou o Santos para o segundo tempo, mas o técnico Adilson Batista decidiu trocar Felipe Anderson por Alan Patrick por um motivo muito simples: "Para dar ritmo e assistência aos atacantes", explicou o jogador que entrava em campo.

O São Bernardo, porém, acreditando nas suas forças, tomou a iniciativa e foi ao ataque, enquanto o Santos se posicionava de forma diferente e tentava contra-atacar. O time da casa chegou a finalizar duas vezes antes de o técnico Adilson Batista decidir trocar Zé Eduardo por Maikon Leite. Mas pouco depois o São Bernardo acertou seu primeiro ataque: Júnior Xuxa fez lançamento perfeito para Raul, que driblou o goleiro Rafael e chutou para a rede.

O partir daí o São Bernardo, que estava levando vantagem no meio-campo, passou a cadenciar e catimbar o jogo, satisfeito com o resultado. E conseguiu o que queria, enquanto o Santos tropeçava em seus erros até o final. "A cobrança é normal", disse o lateral-esquerdo Léo. "A torcida estava acostumada a grandes jogos e quando não vê isso acontecer fica insatisfeita", disse. "Não é toda hora que se joga um futebol bonito", afirmou o atacante Zé Eduardo.

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