Santos: estreia sem graça e sem gols na Venezuela

Time da Vila Belmiro tem a volta de Neymar, mas poucas chances de gol, e fica no empate por 0 a 0 com o frágil Táchira

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2011 | 00h00

Não foi a estreia dos sonhos da torcida santista, mas o empate sem gols na Venezuela, contra o Deportivo Táchira, na noite de ontem, não pode ser tão lamentado. O time começou bem e, nervoso, caiu de produção no decorrer do jogo, mas a tendência é de melhora na competição, com a volta de Paulo Henrique Ganso.

A maior reclamação do Santos ontem foi com o gol mal anulado de Diogo - a arbitragem anotou impedimento de Elano, que não participou do lance. E o amargo gosto do empate é pelo fato de o adversário ser, ao menos na teoria, o mais fraco do Grupo 5 - amanhã, Cerro Porteño e Colo Colo se enfrentam no Paraguai.

Pode-se dizer que faltou um camisa 9 ao Santos na disputada partida de ontem. O time tocava bem a bola, jogava principalmente dos lados, mas não contava com aquele centroavante "matador" para empurrar a bola para as redes. A primeira boa chance foi num chute de longa distância de Arouca, defendido por Sanhouse. E Danilo, confirmado por Adilson Batista na direita, acertou a trave quando a bola sobrou para ele sozinho na área.

A melhor jogada construída pelo Santos só não terminou em gol porque o juiz equatoriano Carlos Vera o anulou - Neymar lançou para Danilo, mas Elano voltava de impedimento e a arbitragem anotou erroneamente. Na sequência, Diogo faria a festa da torcida alvinegra, se o lance estivesse valendo.

A expectativa ontem era com a participação de Neymar. O jovem mal teve tempo de comemorar a conquista do Sul-Americano Sub-20 com a seleção brasileira na madrugada de domingo e já teve de viajar do Peru para a Venezuela para sua primeira partida sob o comando de Adilson Batista. E o craque de 18 anos ficou longe de mostrar as mágicas atuações desfiladas em campos peruanos. Elano, destaque do time no Campeonato Paulista, também deixou a desejar.

Se o Santos fez um bom primeiro tempo, a etapa final foi dominada pelo Táchira. Dominada, porém, apenas no meio de campo, porque o poder ofensivo dos venezuelanos não assusta ninguém - que o diga o goleiro Rafael. O único perigo aconteceu no chute de Herrera.

Ciente das dificuldades do time, Adilson resolveu mexer. Tirou Diogo para a entrada de Zé Eduardo. E Adriano e Alex Sandro ganharam a vaga de Pará e Léo. Apesar das mudanças, o Santos não melhorou e Arouca foi o único a arriscar, novamente de longe, para fora. Nos minutos finais, Durval tentou de cabeça e parou em Sanhouse.

No dia 2, o Santos espera a Vila Belmiro lotada para o confronto com o Cerro Porteño. E, aí sim, um novo empate poderá ser considerado um péssimo resultado - é preciso vencer.

No domingo, o time volta a buscar a liderança do Campeonato Paulista contra o Corinthians, no Pacaembu.

Rodada. A Libertadores contou com outros três jogos ontem: San Luis 1 x 2 Libertad, Velez Sarsfield 3 x 0 Caracas e Tolina 1 x 0 Guaraní.

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