Santos faz a sua obrigação

Time derrota o lanterna Fluminense por 2 a 0, com boa atuação do garoto estreante André

Marcon Beraldo, O Estadao de S.Paulo

31 de agosto de 2009 | 00h00

O Santos recomeçou a arrancada rumo ao G-4 com a vitória sobre o Fluminense por 2 a 0, ontem à tarde na Vila Belmiro. Com dois gols praticamente idênticos, marcados, de cabeça, pelo estreante André e por Paulo Henrique, a equipe comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo passou a somar 32 pontos, a cinco da faixa de classificação para a Libertadores. Já o Fluminense continua segurando a lanterninha e afunda rodada a rodada.Como em todas as partidas em seu campo, o Santos começou a todo vapor, para tentar definir o jogo. No entanto, não basta só a determinação, é preciso competência. Assim, o Santos criou algumas chances e em quase todas se precipitou na finalização. Mas graças a uma jogada ensaiada, de bola parada, chegou ao primeiro gol, aos 44 minutos: George Lucas cobrou uma falta (inexistente) para a frente, a defesa adversária nem a bola marcou, e o estreante André, livre, desviou de cabeça no canto direito do goleiro Rafael.O garoto André, de 19 anos, prometeu para Neymar (ontem na reserva) fazer um gol na estreia. "Fui feliz no lance. Agora no segundo tempo vamos tentar manter a mesma determinação para ganhar o jogo." Já o volante Emerson mostrava no intervalo estar quase sem fôlego. "Está dando para ajudar, mas estou meio sem ritmo", admitiu ele, que fez sua estreia na Vila Belmiro.Mas, na segunda etapa, quem voltou com mais vontade de jogar foi o Fluminense. O Santos mais uma vez caiu de produção e ficou povoando a sua entrada da área, sem armar praticamente nenhum contra-ataque. Para sorte da equipe santista, o adversário não teve capacidade para concluir a gol.?ELE É BOM, ELE É BOM?As mudanças no Santos também não tiveram o efeito desejado. E, para não ficar sem um jogador, por um eventual cartão vermelho, Luxemburgo trocou Alan (que entrou no intervalo e só ficou 28 minutos em campo) por Pará. Por isso, quando fez o segundo gol santista, aos 29 minutos, de cabeça, desviando falta cobrada por George Lucas, Paulo Henrique correu para o banco de reservas para abraçar Alan. "Ele é bom, ele é bom", gritou para a torcida, que festejava o gol que praticamente definia a partida. "O jogo foi difícil. O time cochilou um pouco no segundo tempo mas fizemos o gol na hora certa", disse Paulo Henrique, lembrando que, no seu início no Santos, também sofreu com a torcida. "Cheguei a levar vaia. O Alan deve ter outra chance porque ele sabe jogar."

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