Santos faz o mínimo pra chegar ao máximo

Vitória magra contra rival direto é o suficiente para recolocar time no G4

Fábio Vendrame, O Estadao de S.Paulo

01 de outubro de 2007 | 00h00

Sem empolgar a torcida, mas com um futebol eficiente, o Santos bateu o Vasco pela contagem mínima, ontem, na Vila Belmiro. O resultado recolocou o Alvinegro na faixa de classificação para a Taça Libertadores (o G4) do próximo ano, objetivo que, a esta altura dos acontecimentos, virou a máxima pretensão do técnico Vanderlei Luxemburgo. Agora, o Santos ocupa a quarta posição na tabela.Apesar de o futebol santista estar ainda muito aquém do apresentado no primeiro semestre, quando o time sagrou-se bicampeão paulista e chegou à semifinal da Libertadores, os jogadores sabem que fazer a lição de casa é fundamental para alcançar a meta. E a torcida já entendeu que, daqui até o fim do campeonato, terá de se satisfazer com o bom e velho arroz-com-feijão. Nada de banquetes. O elenco demonstra concentração. Sabe que não pode vacilar. Nem dar mole aos concorrentes diretos. "Temos uma semana decisiva pela frente e sabemos que, para seguir com nosso objetivo, teremos de vencer jogos fora de casa", disse o goleiro Fábio Costa ao fim da partida. No meio da semana, o Santos visita o Cruzeiro, no Mineirão. Parada duríssima. Depois, pega o Botafogo, no Rio.O triunfo sobre o Vasco, ontem, foi construído ainda no primeiro tempo. No entanto, até o Santos abrir o placar, as ocasiões mais claras de gol haviam sido criadas pela equipe cruzmaltina. Com 20 minutos de bola rolando, Fábio Costa já havia feito duas intervenções cruciais em finalizações de Leandro Amaral. Uma delas cara a cara com o atacante vascaíno.No toma-lá-dá-cá, a partida seguia equilibrada e bastante pegada. Pegada até demais. Tanto que, na tentativa de coibir o jogo violento, expediente cada vez mais difundido nos gramados brasileiros, o árbitro paranaense Heber Roberto Lopes distribuiu nada menos do que sete cartões amarelos e um vermelho só na primeira etapa. O lateral santista Baiano foi expulso aos 38 minutos porque, na interpretação do juiz, teria dado cotovelada em Wágner Diniz. Menos mal que, antes de perder um jogador, o Santos conseguiu abrir o placar. Aos 21 minutos, em cobrança de falta, Petkovic alça a bola na área. A zaga do Vasco pára. Domingos apara, meio sem querer, e Rodrigo Souto enche o pé. "Não é a minha característica (marcar gols), mas foi o gol mais fácil que já fiz", disse Souto.Com um a menos em campo, o Santos ergueu uma muralha para proteger a área. E contou com a ausência de inspiração do ataque vascaíno para manter a vantagem conquistada na primeira etapa. O resultado distancia o Vasco e aproxima o Santos do pelotão de elite do campeonato. À base de arroz-com-feijão, os santistas conseguem três pontos a mais na tabela contra rivais diretos. Receita que o torcedor vai querer repetir, com gosto, até o fim.

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