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Santos faz tudo para perder. E consegue

Atual campeão abusa das falhas de marcação, do direito de perder gols e volta da Bolívia com derrota de virada por 2 a 1

WAGNER VILARON, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2012 | 03h04

Como costuma dizer o técnico Muricy Ramalho, "a bola pune". E puniu mesmo. O Santos tinha tudo para estrear com vitória na defesa do título da Taça Libertadores, ontem, na Bolívia. Encarou o The Strongest, um time tecnicamente limitado - fortalecido, claro, pela altitude de La Paz -, saiu na frente, mas sucumbiu aos erros de marcação e às falhas nas finalizações, sobretudo no segundo tempo. Resultado: os bolivianos viraram para 2 a 1.

O comportamento do Santos serviu para evidenciar alguns problemas. A marcação, principalmente nas bolas aéreas, que começou a tirar o sono dos torcedores na virada (outra) sofrida no clássico contra o Palmeiras, em Presidente Prudente, pelo Paulista, ficou ainda mais evidente na Bolívia. A ela soma-se a incrível capacidade de perder gols, que só não deixou a equipe brasileira na lanterna do Grupo 1 porque leva vantagem no saldo de gols sobre os peruanos do Juan Aurich.

Muricy terá três semanas para corrigir tudo isso. O próximo jogo do Santos na Libertadores é contra o Inter, dia 8, na Vila. Antes disso, pelo Paulista, o adversário será o Mirassol, sábado, fora de casa. O treinador, provavelmente, vai poupar os titulares.

Desde os primeiros minutos, a estratégia do Santos para enfrentar o The Strongest e a altitude de La Paz foi cadenciar o jogo e deixar a correria para o adversário. O time de Muricy Ramalho buscava defender-se, sobretudo na entrada da área, para evitar os chutes de média e longa distância que poderiam confundir o goleiro Rafael por causa da velocidade da bola.

Quando recuperava a posse de bola, os santistas buscavam chegar ao ataque em poucos toques. As primeiras tentativas não deram certo porque Ganso não conseguia ser preciso no último toque.

Felizmente para o atual campeão da Libertadores, alguns destes contra-ataques resultaram em falta, jogada que tem se mostrado fundamental para o time no Paulista. E para quem lembra dos gols de cabeça marcado por Neymar no clássico contra o Palmeiras (o 100.º dele como profissional) e diante do Botafogo, não terá problema para entender a jogada que resultou no primeiro gol, aos 10 minutos.

Ganso cobrou falta da esquerda e o atacante, posicionado entre os zagueiros, cabeceou. O goleiro Vaca defendeu, mas no rebote Henrique fez 1 a 0.

Espaço. O problema é que o Santos parecia acometido pelo mesmo problema que aflige o Corinthians em algumas partidas. Em vez de partir para cima e manter a pressão sobre o adversário e, assim, resolver logo o jogo, o time recuou, atitude que sugeria o interesse em administrar o resultado.

Os jogadores do The Strongest perceberam a fragilidade da marcação brasileira no miolo da área e insistiram nas jogadas pelos lados. A cada cruzamento era um 'Deus nos acuda' na zaga santista. Até que aos 33 Parada avançou pela direita, cruzou e, mesmo com seis defensores dentro da área, a bola ainda chegou a Cristaldo, que tocou para as redes.

No segundo tempo, Muricy aproximou o meio-campo do ataque e pediu mais velocidade na transição da defesa ao ataque. A mudança deu resultado, o Santos criou oportunidades de tudo quanto é jeito. Porém, outro problema deu o ar da graça: os erros de finalização. Aos 45, de peixinho, Ramalho fez o segundo e garantiu a virada boliviana.

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