Santos fica só no empate na estreia de Muricy

Com o campo castigado pela chuva e com o time bastante desfalcado, treinador assiste a fraco[br]0 a 0 com o Americana

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2011 | 00h00

No dia 10 de abril de 1952, sob direção e atuação de Gene Kelly, estreava nos Estados Unidos "Dançando na Chuva", um dos maiores musicais da história do cinema. Quem não se lembra da alegria de Kelly, o ator principal, sapateando sorridente na rua, sob baita temporal, para comemorar encontro bem-sucedido? Ontem, exatos 59 anos depois, e também debaixo de enorme aguaceiro, um nova estreia, esta no mundo da bola, prometia garantia de sucesso: a do vencedor técnico Muricy Ramalho no time da moda, o Santos.

O primeiro ato não foi digno de Oscar, justamente pelo campo encharcado. Mesmo com esquema com três atacantes (Maikon Leite, Zé Eduardo e Neymar), Muricy saiu de campo sem a vitória. O empate por 0 a 0, diante do Americana, fez o Alvinegro deixar escapar a chance de ganhar a terceira posição do Corinthians no Estadual.

A vitória que não veio na estreia será necessária na quinta-feira, diante do Cerro Porteño, em Assunção, pela Libertadores, A visita aos paraguaios é a primeira grande missão de Muricy. Ganhar significa ficar bem próximo das oitavas. Tropeço, por outro lado, deve custar a vaga.

Mudança radical. Para quem estava já acostumado ao calor e sol forte do Rio, a noite de ontem foi pouco atraente. O frio e a chuva deram as boas-vindas ao técnico. De boné, calça de agasalho e camisa do clube, Muricy viu Neymar puxar o Santos a campo. A estrela da noite preferiu vir no fim da fila, discreto. Porém, os holofotes eram todos para ele. Entrou com simpatia, cumprimentando profissionais de imprensa e do clube adversário. Não negou respostas, que desta vez não foram atravessadas.

Respeito ao hino nacional e também às vítimas do massacre na escola em Realengo, no Rio - foi prestado um minuto de silêncio - e lá foi ele, para seu habitat. Protegido da chuva, viu pouco futebol no primeiro tempo. Um grito aqui, outro ali, e silêncio para ir aos vestiários. Nas recomendações, para evitarem faltas e que Neymar ficasse na frente, sem a necessidade de voltar. Também ouviu o apelo da torcida e colocou Ganso - poupado para quinta-feira - no fim da partida. Mas não conseguiu o que queria: estrear com vitória.

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