Santos garante vitória no último minuto

Adaílton marca de cabeça aos 49 do segundo tempo e liquida o Cruzeiro

Martín Fernandez, O Estadao de S.Paulo

04 de outubro de 2007 | 00h00

Com um gol aos 49 minutos do segundo tempo, o Santos bateu o Cruzeiro por 1 a 0 ontem, no Mineirão, deu mais um passo rumo à classificação para a Taça Libertadores e deixou o São Paulo ainda mais perto do título do Campeonato Brasileiro. Adailton, de cabeça, fez o gol que levou ao time santista ao terceiro lugar, com 48 pontos. ''''Tivemos uma chance só, mas soubemos aproveitar'''', resumiu o zagueiro.Santos e Cruzeiro fizeram um jogo chato, com mais brigas no meio-de-campo do que chances claras de gol. A partida caminhava para um empate sem gols, mas o árbitro Wagner Tardelli viu uma falta em Kléber Pereira, pela esquerda do ataque santista. Rodrigo Tabata cruzou e Adailton, bem colocado na área, venceu o goleiro Fábio.A derrota, a segunda seguida em casa, mantém o Cruzeiro a 12 pontos de distância do São Paulo, que hoje enfrenta o Flamengo, no Maracanã.Foi uma vitória suada. O Santos entrou em campo com Carlinhos na lateral-esquerda, para que Kléber pudesse usar melhor sua habilidade e seu bom passe no meio. Não foi o que se viu. O lateral improvisado como armador mal pegou na bola.Ao seu lado, Petkovic até tentou alguma coisa: movimentou-se pelos dois lados do campo e cobrou escanteios com perigo. Só. Alessandro e Carlinhos, nas laterais, esqueceram de apoiar.Kléber Pereira, pouco acionado, tinha de sair da área para buscar jogo. Em alguns lances, teve de recuar até a intermediária de defesa para começar as jogadas de ataque do Santos. Não poderia dar certo. As melhores chances do time saíram dos pés de Marcos Aurélio, que não é exatamente um grande finalizador. Livre na área, mandou duas bolas para fora.O Cruzeiro, que em 28 jogos havia marcado 64 gols, resolveu economizar ontem. O quarteto formado por Maicosuel, Wagner, Marcelo Moreno e Roni não funcionou, apesar dos espaços que tinham para manobrar. Roni cansou de perder gols. Dorival Júnior mexeu no time ainda no primeiro tempo: lançou o garoto Guilherme no lugar do atacante boliviano.No segundo tempo, o Cruzeiro melhorou e encurralou o Santos em seu campo de defesa. Mas não conseguiu transformar o domínio gols. Pagou sofrendo o gol no último minuto.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.