Santos joga sob pressão na Vila

Equipe precisa da vitória contra o perigoso Cúcuta, da Colômbia, para avançar na competição e evitar vexame

Sanches Filho, Santos, O Estadao de S.Paulo

16 de abril de 2008 | 00h00

O Santos joga uma decisão hoje na Vila Belmiro. Se não derrotar o Cúcuta Deportivo, às 21h50, pode se despedir já na primeira fase da Taça Libertadores da América, enfrentar crise e ficar quase um mês sem jogar - só voltará a campo no dia 11, em sua estréia no Campeonato Brasileiro. Os 3 pontos são fundamentais para que o time não dependa do outro jogo do Grupo 7. Caso perca ou empate, só avançará na competição se o Chivas Guadalajara tropeçar no fraco San José, da Bolívia. O Santos é o segundo da chave, com 7 pontos. O Chivas tem 6. O Cúcuta, já garantido no primeiro lugar, soma 11. Acompanhe a partida onlineA expectativa dos santistas era de que os colombianos viessem para o Brasil com o time reserva - ou pelo menos misto -, pois estão classificados. Mas o técnico Pedro Sarmiento, que comandou treinamento na tarde de ontem no CT Rei Pelé, afirmou que não poupará nenhum titular. ''Não há razão para descansarmos os titulares, porque jogamos no sábado (empate por 1 a 1 com o América, no Campeonato Colombiano) e a nossa próxima partida será apenas no domingo, diante do Pasto'', justificou Sarmiento.O Santos aposta na força de seus torcedores e da Vila Belmiro para conseguir a vitória e se livrar de um vexame. A equipe caiu na primeira fase do Campeonato Paulista e causa desconfiança em sua torcida.Ao sentir que a ansiedade tomou conta do grupo após a derrota diante do Chivas por 3 a 2, no México, na semana passada, Leão lembrou aos jogadores ontem que o time vai ter 90 minutos, além dos acréscimos, para evitar o gol do adversário e para marcar pelo menos um. ''Vamos fazer a lição de casa. Nada mais do que isso. Há a necessidade de conquistarmos a vitória, mas sem desespero e desorganização'', destacou o treinador. ''A casa é nossa e, se fizermos o de costume, o problema estará resolvido'', ressaltou Leão, referindo-se ao retrospecto do time na Vila Belmiro nesta temporada, com nove vitórias, dois empates e apenas uma derrota.Sem o lateral-direito Denis, afastado pela diretoria por mover ação contra o clube, e o volante Adriano, ainda recuperando-se de lesão no joelho esquerdo, Leão escalou Betão para marcar pelo lado direito da defesa. No treino de segunda-feira, ele não gostou do rendimento do equatoriano Michael Jackson Quiñonez e de Anderson Salles, improvisados na lateral-direita, e ontem orientou outro coletivo para encaixar o zagueiro no time.''Quiñonez não se adaptou na função com dois zagueiros, nem ofensiva nem defensivamente. Portanto, sua escalação seria um risco, mas ele não tem culpa. Betão conhece melhor a posição e, por ser marcador, foi um pouco melhor'', disse Leão, destacando que o ex-corintiano ainda pode cobrir os zagueiros e ser útil nas cobranças de faltas e escanteios.Para superar a eficiente defesa do invicto Cúcuta, a melhor da Libertadores, com apenas dois gols sofridos em cinco jogos, Leão volta a escalar Rodrigo Tabata no meio-de-campo.

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