Paulo Pinto/AE
Paulo Pinto/AE

Santos lota Pacaembu para avançar

Neymar e Paulo Henrique Ganso têm a responsabilidade de furar a retranca do Deportivo Táchira nesta quarta e garantir o time nas oitavas de final da Copa Libertadores

SANCHES FILHO - Enviado para o Estado, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2011 | 00h00

SANTOS - O Santos vai precisar dos dribles e do improviso de Neymar e do talento de Paulo Henrique Ganso, além de frieza, determinação e paciência, para superar a retranca do Deportivo Táchira, da Venezuela, e garantir a vaga nas oitavas de final da Libertadores. A partida contra o mais fraco adversário do Grupo 5 começa às 19h30 (de Brasília, com transmissão do estadão.com.br e da rádio Estadão ESPN), no Pacaembu, e o Santos precisa vencer para não correr o risco de precisar fazer contas. Isso porque, em caso de empate, Colo Colo e Cerro Porteño avançam se também empatarem (jogam em Santiago no mesmo horário). O Pacaembu deve receber mais de 30 mil pessoas.

"Vai ser um jogo chato, com o adversário ficando atrás da linha da bola o tempo todo, marcando forte", acredita o técnico Muricy Ramalho. "Mas vamos para cima. E, para enfrentar esse tipo de situação, o drible é fundamental. Será bem diferente da partida de Assunção. O Cerro precisava da vitória, atacou e deu a chance do contragolpe", lembrou o treinador sobre a vitória por 2 a 1 na semana passada.

Muricy decidiu manter Danilo no meio de campo e tirar o marcador Adriano para o retorno de Elano. Pela primeira vez no ano, o time santista vai atuar com a sua força máxima, com Jonathan na lateral-direita, Arouca, Elano, Danilo e Ganso no meio e Neymar no ataque.

Nesta terça-feira, Muricy orientou o posicionamento defensivo e ensaiou jogadas de ataque. Deu liberdade para Elano se deslocar para a direita, com Zé Eduardo centralizado e Neymar pela esquerda. O centroavante terá a incumbência de prender a bola na entrada da área, fazendo a função de pivô, para a chegada de Danilo e Ganso.

Com pouco tempo para treinos, o que Muricy tem feito é trabalhar para fortalecer emocionalmente os jogadores. Tudo para que não se repita o que ocorreu contra o Colo Colo, na Vila Belmiro. "Foi um absurdo. Depois de fazer 3 a 0, tínhamos chance de marcar mais gols, mas o time se perdeu, ficou nervoso e tivemos três expulsos", recordou. "Expliqueis que temos de esquecer o árbitro e as provocações e nos preocuparmos apenas em jogar. Nosso time não é de choque."

Nesta quarta será a quinta vez que o Santos joga pela Libertadores no Pacaembu. Nas vezes anteriores, o time, então liderado por Pelé, bateu o Universidad do Chile (1 a 0), o Universitário do Peru (2 a 1) e o Peñarol uruguaio (5 a 4) - todos em 1965 -, e empatou (1 a 1) com o Botafogo, de Nilton Santos, Garrincha e Zagallo, em 1963.

Invencibilidade. 4 jogos fez o Santos no Pacaembu até hoje pela Libertadores: venceu três deles e empatou um.

SANTOS - Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Danilo, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Zé Eduardo. Técnico: Muricy Ramalho.

DEPORTIVO TÁCHIRA - Sanhouse; Chacón, Zafra, Moreno e Rouga; Yéguez, Guerrero, Fernández e Pérez Greco; Gutiérrez e Herrera. Técnico: Jorge Luis Pinto.

Árbitro - Néstor Pitana (ARG); Horário - 19h30 (de Brasília); TV - SporTV e Bandsports; Rádio - Estadão ESPN (AM 700/FM 92,9); Local - Estádio Pacaembu, em São Paulo.

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