Santos muda para voltar a ser líder

Insatisfeito com a produção do ataque, Muricy vai de Neymar e Montillo contra a Ponte. Jogo vale o primeiro lugar

SANCHES FILHO / SANTOS, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2013 | 02h04

Com a estreia de Léo na temporada, o retorno de Renê Júnior ao meio de campo e novo esquema tático, o Santos promete atacar a Ponte Preta hoje, às 18h30, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, em busca da reabilitação dos tropeços diante de Linense (empate por 2 a 2) e Paulista (derrota por 3 a 1) e da troca de posição com o adversário na classificação, retomando a liderança do Campeonato Paulista.

A Ponte tem a defesa menos vazada da competição, com apenas quatro gols sofridos, e o ataque santista, com 15 gols, é o melhor do Paulista. "Vai ser um bom duelo e, como o nosso time sempre joga aberto, vamos para cima, mesmo sabendo que é difícil vencer a Ponte no campo dela", afirmou Muricy Ramalho.

A projeção do treinador era de que apenas após a quinta rodada o Santos começaria a mostrar a sua nova cara, mas a atuação de domingo passado, contra o Paulista, foi bastante preocupante. O time outra vez foi dependente demais de Neymar, que, bem marcado, pouco produziu.

Contratado para ser o "novo Ganso", Montillo novamente foi apenas um jogador esforçado, mas exibindo um futebol comum. Para piorar, a entrada de Marcos Assunção, com a saída do marcador Renê Júnior, desarrumou o meio de campo e deixou a defesa exposta demais.

Com a derrota, Muricy percebeu que era preciso fazer algumas trocas e, principalmente, mudar a maneira de o time jogar. E, depois da semana livre para treinar, e com as alterações defensivas, ele considera o Santos pronto para justificar a condição de tricampeão e de candidato natural ao título.

Tempo útil. Muricy aprovou o trabalho realizado de terça-feira até o recreativo de ontem pela manhã. "A semana sem jogo foi importante para nós treinarmos a parte física. Antes, só estávamos nos recuperando e jogando e alguns atletas precisavam desse trabalho. Também podemos ensaiar alguns chutes, cruzamentos, faltas e escanteios", explicou o treinador.

Como foi atendido pela diretoria em todos os pedidos de reforços e ainda recebeu Marcos Assunção como uma espécie de bônus, Muricy agora tem o desafio de juntar as peças para formar um time competitivo e com alternativas para não ser tão facilmente neutralizado quando Neymar não está em campo, ou quando ele atua, mas não consegue sair de uma marcação rígida.

A primeira providência foi a troca na lateral esquerda do fraco marcador Guilherme Santos pelo veterano Léo, finalmente recuperado da artroscopia no joelho direito. E pela primeira vez a defesa será inteira a do ano passado, de Rafael a Léo. Com três volantes e mais um meia que marca (Cícero), Muricy quer blindar a defesa, que sofreu cinco gols nos dois últimos jogos, sem prejuízo para o ataque. Quando necessário, Renê será um terceiro zagueiro e Dracena cobrirá os avanços de Bruno Peres em direção ao ataque. Como Montillo vai atuar adiantado pela direita e Cícero, pela esquerda, a tendência é que a equipe passe a ter maior volume ofensivo. Essa é a aposta de Muricy em Campinas.

Ponte ambiciosa. A expectativa da Ponte Preta é por um público de dez mil torcedores empurrando time rumo a uma vitória que certamente dará a ele muito moral na competição. O técnico Guto Ferreira não poderá contar com o atacante Chiquinho, que tem uma lesão no pé. Cicinho e William, jogador revelado pelo Santos, voltarão à equipe.

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