Santos pede mais R$ 4 mi para liberar Ganso

Clube quer perdão de dívida com a DIS referente à transferência do meia Wesley para a Alemanha em 2010

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2012 | 03h06

O esperado acerto entre São Paulo, Santos e Ganso parece que vai ter uma definição apenas na sexta-feira, data em que se encerram as inscrições para o Campeonato Brasileiro. A expectativa da diretoria Tricolor era sacramentar a negociação ontem, mas um novo obstáculo imposto pelo Santos voltou a travar as conversas, que não haviam sido concluídas até o fechamento desta edição. Além dos R$ 23,8 milhões pela transferência, o clube Alvinegro quer que o DIS perdoe uma dívida de R$ 4 milhões referentes à transferência de Wesley (hoje no Palmeiras) para o Werder Bremen.

O valor é a metade dos R$ 8 milhões que o grupo deveria receber pelos 25% dos direitos do atleta. A briga é antiga, corre na Justiça e a empresa conseguiu penhorar 20% das receitas do clube para receber o dinheiro. Em termos práticos, Ganso custaria quase R$ 28 milhões.

A empresa já avisou que se nega a aceitar a imposição e azedou o clima. Com isso, ou as duas partes se acertam ou a transferência corre o risco até mesmo de ser cancelada. Entre São Paulo e Santos as conversas evoluíram e caminhavam para um desfecho positivo, mas o novo entrave voltou a dificultar a conclusão. O diretor de futebol Adalberto Baptista ficou a cargo das negociações e aceitou os termos do Alvinegro. A expectativa de confirmar o reforço mais uma vez foi frustrada e reforça os contornos de ansiedade que tomaram dirigentes e torcedores especialmente nesses últimos dias.

A perspectiva era até animadora para o Tricolor, que viu o Grêmio desistir oficialmente da briga após perceber que Ganso queria mesmo ir para o Morumbi e abriu caminho para o que todos imaginavam ser o desfecho da negociação. Em vão. Agora os dirigentes tentam atuar como mediadores no conflito para buscar uma solução que satisfaça a todos, embora o futuro permaneça incerto. Uma possível solução para o imbróglio seria conceder um porcentual de uma próxima venda ao Alvinegro.

Como tem sido praxe desde o início da semana, ninguém do São Paulo se manifestou para evitar polêmicas e um eventual desmanche das conversações. O presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro embarcou ontem para a Europa e deixou a decisão nas mãos dos demais membros do Conselho Gestor.

SÃO PAULO. LEIA MAIS NOTÍCIAS DO CLUBE NO

estadao.com.br/e/saopaulofc

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.