Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE

Santos planeja desfile em carro aberto

Diretoria se programa para faturar alto com o reconhecimento dos títulos nacionais

Ana Paula Garrido e Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2010 | 00h00

O Santos planeja faturar alto com a iminente unificação por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) dos títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa ao Campeonato Brasileiro, que teve início em 1971. O clube pretende organizar um desfile em carro aberto com os jogadores que participaram dessas conquistas e o departamento de marketing vai comercializar produtos alusivos aos títulos. "O reconhecimento da CBF aos clubes vencedores dessas duas competições como campeões brasileiro é o resgate de uma dívida de 39 anos", afirmou o presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro.

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Ídolos que fizeram parte do Santos na década de 60 também não esconderam a satisfação. Pepe, Zito e Coutinho estiveram ontem, a convite da diretoria, no Memorial de Conquistas do clube para reviver a sensação de erguer os troféus da Taça Brasil, conquistada cinco vezes seguidas, de 1961 a 1965. Levantar a relíquia, porém, não foi tão fácil. "Está pesada, mas vale a pena", disse Zito, o primeiro a chegar.

Pepe foi o segundo a comparecer para, como ele mesmo definiu, participar de um dia histórico para o Santos. "O Santos teve o melhor futebol da década. É questão de justiça reconhecer."

O principal motivo para validar as conquistas é que os torneios reuniam vários clubes nacionais, assim como o atual Brasileiro. "Só o formato era diferente", explicou Zito. Pepe ainda fez questão de afirmar que o Santos seria campeão mesmo nos pontos corridos.

Prudência. Para o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, a CBF fez justiça. "Ela decidiu sobre o óbvio", disse em entrevista à TV Globo. No entanto, há pessoas no Palestra Itália que preferem esperar o anúncio oficial para comemorar o fato de o clube ser, ao lado do Santos, o maior campeão brasileiro da história, com oito conquistas cada. A cautela tem uma explicação. Em 2007 a Fifa chegou a anunciar que reconheceria a Copa Rio de 1951 como Mundial, mas depois voltou atrás.

Protesto. Hexacampeão brasileiro, o São Paulo perderá a condição de maior campeão nacional. E reclamou. "Não ganhamos nada de presente. Nossas conquistas são indiscutíveis. Essa manobra mostra a forma precária como é dirigido o futebol brasileiro. Isso tira a credibilidade do futebol e da entidade que o dirige", reclamou o vice-presidente de Futebol, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

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