Santos põe em jogo fama de nº 1 do País

A vantagem do Santos é considerável, mas o São Paulo mantém a esperança. Sai do confronto de hoje, às 16 horas, na Vila Belmiro, o primeiro finalista do Campeonato Paulista. O time da casa - que venceu o jogo do Morumbi por 3 a 2 - pode perder até por um gol de diferença

Giuliander Carpes e Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2010 | 00h00

O Santos joga pela manutenção do status de equipe mais empolgante do futebol brasileiro. Por enquanto, Neymar, Paulo Henrique Ganso e Robinho ainda não falharam em manter essa condição. Muito pelo contrário. A cada exibição o time confirma a campanha da primeira fase, em que acabou na liderança, 11 pontos à frente do rival das semifinais. Só não pode vacilar.

"A gente não pode tirar o pé, senão o adversário vem para cima e complica", afirma Paulo Henrique Ganso. É exatamente nessa expectativa que se apega o São Paulo. A equipe tricolor sabe que sua missão é complicada, mas não se esquece do segundo tempo do jogo do Morumbi. Com um homem a menos - Marlos foi expulso aos 33 minutos da primeira etapa -, encurralou os santistas e buscou o empate. Não fosse uma desatenção aos 44 minutos do segundo tempo e teria saído de campo comemorando um resultado heroico.

"Poderíamos ter chegado a essa partida completamente eliminados", faz questão de lembrar o técnico são-paulino, Ricardo Gomes. "No intervalo do primeiro jogo, a vantagem do Santos era bem maior. Eles tinham um homem a mais e 2 gols na frente. Dadas as circunstâncias, podemos ter alguma esperança."

O Santos deve escalar a equipe que entrou em campo no vitorioso primeiro tempo do Morumbi. Dorival Júnior não vai abdicar de atacar, mesmo que não precise. "Vamos entrar em campo para jogar como sempre. No nosso pensamento, não existe isso de administrar resultado", afirma o treinador. "Teremos um adversário complicado e experiente."

Seriedade exatamente não é o forte do Santos. Foi brincando de jogar futebol que a equipe praiana marcou 88 gols em 25 jogos - média de mais de 3,5 gols por partida. Se o ataque continuar funcionando, vai ser difícil não chegar à segunda final seguida do Paulista. É o ataque santista o que mais preocupa o São Paulo. A defesa tricolor é eficiente, mas vem cometendo desatinos. Qualquer erro será fatal. "Temos de corrigir os erros, senão ficaremos em posição mais delicada ainda", diz Gomes.

Ousadia tricolor. O treinador são-paulino faz mistério, mas já deu indícios de que vai optar por escalar um time mais veloz e bem ousado. O criativo Cicinho entra na lateral-direita no lugar do marcador Jean. Washington foi mesmo barrado. O centroavante grandalhão (1,90 metro) dá lugar ao baixinho (1,71 metro) Fernandinho. A esperança é de que a revelação do Brasileiro do ano passado faça boa parceria com Dagoberto.

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