Santos põe fim a jejum e abandona descenso

Time de Muricy Ramalho acha gol no fim, derrota o Bahia por 2 a 1 e chega em Salvador à primeira vitória fora de casa

Gonçalo Júnior, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2011 | 00h00

A vitória do Santos sobre o Bahia, por 2 a 1, ontem, a primeira do time como visitante no Brasileiro cabe em três palavras: desorganizado e pressionado, mas vencedor. Com o resultado, sai na zona de rebaixamento e interrompe série de três partidas sem vitória (duas derrotas e um empate). Na quarta-feira, o time enfrenta o Fluminense, na Vila Belmiro, em jogo da 8.ª rodada.

O jogo foi tão eletrizante quanto os melhores do campeonato, como a histórica derrota do Santos para o Flamengo, na Vila Belmiro. De novo, aquele ritmo alucinante, a busca pelo gol e as chances que iam passando, como um filme acelerado.

No primeiro ataque, aos 3 minutos, Borges lança Ganso, o volante Marcone fura e derruba o meia. Pênalti. Neymar bate rasteiro e marca: 1 a 0. A seriedade que Neymar demonstrou na cobrança faltou na chance seguinte. Depois de driblar o goleiro, ele chutou fraco e permitiu que o lateral Ávine salvasse. No rebote, Borges perdeu o gol de novo.

Embora apresentasse problemas sérios para sair jogando, o Bahia também criava chances. O caminho era a esquerda, com velocidade do lateral Ávine e os deslocamentos do atacante Júnior.

No primeiro tempo, acertou duas vezes o travessão e teve outras duas chances em que Rafael fez defesas importantes, como aos 26, quando salvou o gol certo de Jones Carioca. Em outra corajosa saída de gol, em que dividiu com o meia Carlos Alberto, o goleiro sofreu um corte profundo no supercílio e foi substituído no intervalo por Vladimir.

Empurrado por 35 mil vozes, o Bahia não sentiu falta de Jobson, atacante cortado por causa de um atraso para a concentração.

Em baixa. A defesa santista perdeu o equilíbrio e a consistência da campanha da Libertadores, marcas registradas dos times de Muricy. Exposta, sem sistema de cobertura adequado e com poucos jogadores dedicados à marcação, a linha de zagueiros está sempre aberta, vulnerável. Isso fica claro na quantidade de contra-ataques que o time sofre.

No ataque, os craques continuam fazendo jogadas criativas, mas tiveram atuações apáticas. Neymar sumiu depois do pênalti; Ganso e Elano simplesmente não jogaram. Se vão mal, o time vai mal. Se o futebol ainda é aquém, a sorte está de volta.

Depois de ver o árbitro não marcar um pênalti em Ávine e Gabriel perder gol incrível, o Santos encontrou o gol da vitória aos 36 da segunda etapa. Depois do escanteio, Alan Kardec chutou sem olhar e a bola encobriu o goleiro Marcelo Lomba.

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