Ivan Storti / Santos FC
Ivan Storti / Santos FC

Santos realizará Assembleia Geral para adequação do estatuto ao Profut

Reunião acontecerá em 19 de outubro para votação de modificações no estatuto social do clube

Redação, Estadão Conteúdo

11 de outubro de 2019 | 11h58

O presidente do Conselho Deliberativo do Santos, Marcelo Teixeira, explicou nesta sexta-feira que o clube realizará uma Assembleia Geral Extraordinária em 19 de outubro para votação de modificações no seu estatuto social. Essas alterações são necessárias para que o Santos esteja adequado ao Programa de Modernização da Gestão de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro, o Profut.

"O Santos tinha um compromisso e desde 2017 vinha tendo a responsabilidade de adaptar seu estatuto. Tivemos duas notificações para fazer essa adaptação, caso contrário, o Santos correria o risco de ter seu parcelamento cancelado junto a entidade. Queríamos uma mudança para ampliar não apenas as adaptações exigidas, mas queríamos modificar como um todo. Há essa emergência, mas entendemos que diante da exigência e do prazo que temos, nós criamos um cronograma para que o Santos pudesse entregar seu estatuto concluído com essas adaptações", disse o dirigente.

As modificações em artigos do Estatuto Social do Santos foram aprovadas pelos membros do Conselho Deliberativo. Agora, então, será a vez dos sócios votarem essas alterações, que passarão a valer imediatamente em caso de aprovação.

A principal alteração do estatuto prevê o afastamento imediato de dirigentes caso seja constatada gestão temerária no cargo. No Santos, em 2018, as contas do presidente José Carlos Peres foram reprovadas, sendo que o déficit foi superior aos 20% apontados pelo Profut como "gestão temerária".

"O Profut é uma legislação que permite ao clube fazer o seu Reffis, participar de uma modernização, e o Santos faz parte. A inclusão dos artigos que foram modificados são adequações à lei que prevê punições para uma gestão temerária, afastamento de presidente e vice, além de conselho gestor, que serão responsabilizados por uma gestão temerária, e podem ser excluídos. O orçamento deve ser respeitado, com o conselho aprovando ou não as decisões. O Conselho Fiscal é um órgão que passará a ter uma autonomia de fiscalização para sugerir as condições da apuração de gestão temerária", acrescentou Rodrigo Lyra, presidente da comissão de estatuto.

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