Santos recebe Joshua, o filho mais novo de Pelé

O próprio Rei foi até a Vila Belmiro inscrever o caçula na equipe sub-17. Primeiro jogo do herdeiro deve ser no dia 6

O Estado de S.Paulo

22 de março de 2013 | 02h05

A vida de Pelé completou um círculo ontem na Vila Belmiro e imediatamente começou a traçar outro. O Rei foi pessoalmente fazer a inscrição do seu filho, Joshua Nascimento, no Campeonato Paulista Sub-17, que deverá ser a primeira competição do caçula com a camisa do Santos. O torneio começará a ser disputado no dia 6 de abril.

Pelé não queria a presença da imprensa, pediu algo simples, sem pompa, mas não conseguiu. Sorridente, declarou para o site do Santos: "Primeiro fui eu, depois o Zoca, meu irmão, e o Edinho. E agora o Joshua. É uma enorme satisfação saber que a família toda passou por aqui (pelo Santos)", afirmou.

Joshua Nascimento tem 16 anos e, até o ano passado, morava com a mãe, Assíria, em Orlando, na Flórida. Ele é irmão gêmeo de Celeste e caçula legítimo. À sua frente estão Kelly Cristina, Jennifer e Edinho, do primeiro casamento, e também Flavia e Sandra (já falecida), fora do casamento. Na primeira infância, teve de superar um problema de estrabismo, desequilíbrio em que os olhos não ficam paralelos. No caso de Joshua, o desvio era flagrante, mas, como o tratamento foi feito muito cedo, antes dos dois anos, hoje não existem vestígios. Praticamente, não dá para perceber. "Ele é um amorzinho, educado e atencioso. É uma bênção de filho. E está sempre focado no jogo", diz uma das pessoas próximas à família.

Antes de Joshua, o último da família no clube foi Edinho, goleiro que alternou bons e maus momentos, foi vice-campeão brasileiro de 1995 e atualmente está na comissão técnica.

Atacante veloz. Nos Estados Unidos, Joshua jogava na equipe do Flórida Rush, uma das escolas de futebol mais bem-sucedidas da cidade. É um atacante rápido e habilidoso, aquele jogador do último toque para o gol.

Nas férias de julho, veio ao Brasil e passou quase um mês treinando com a equipe sub-17 do Santos. Foi o empurrão que faltava para voltar.

Após uma longa negociação com a mãe, que não era totalmente favorável à vinda para o Brasil, conseguiu o "sim" e chegou no início do ano.

Hoje, cursa o segundo colegial pela manhã e treina à tarde. Fala inglês e português fluentemente. Uma das grandes preocupações de Pelé é que o filho termine os estudos e não sofra - muito - com as comparações.

"Peço calma ao Joshua. Mas, ele já se sente pressionado naturalmente por ter esse sobrenome. Digo que precisa ter calma e saber que todo mundo erra e não há problema nisso" disse o Rei.

Amigos de Pelé também acham que é preciso esperar que Joshua se acostume ao futebol brasileiro, muito diferente dos Estados Unidos, antes de começar a se expor. / G.Jr.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.